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007: Conheça os barcos usados na franquia

Podem dizer o que quiserem dos filmes de James Bond, mas ninguém contesta o seu sucesso. Desde que estreou em 1962 com O Satânico Dr. No, com o então desconhecido Sean Connery como James Bond,

007: Conheça os barcos usados na franquia

Podem dizer o que quiserem dos filmes de James Bond, mas ninguém contesta o seu sucesso. Desde que estreou em 1962 com O Satânico Dr. No, com o então desconhecido Sean Connery como James Bond, o agente secreto 007 do serviço de espionagem britânico MI6, foram 23 filmes e mais de 13,5 bilhões de dólares só de bilheteria no mundo todo.

 

Criado pelo escritor Ian Fleming em 1953, o James Bond do cinema ganhou o estereótipo de um sedutor e implacável agente secreto que a cada filme está invariavelmente às voltas com uma fórmula campeã que mistura muita ação, Bond girls sensuais, cenários deslumbrantes, vilões megalomaníacos, perseguições em alta velocidade e equipamentos de última geração.

 

Assim, nada mais natural que Bond aparecesse em cenas em iates ou pilotando barcos e protótipos que praticamente viraram copersonagens de seus filmes. Confesso que sou fã da série e fiz uma seleção carinhosa dos barcos e engenhocas náuticas usadas por Bond em sua filmografia. Acomode-se na poltrona, providencie uma pipoquinha para acompanhar e… boa retrospectiva.

 

007 Contra o Satânico Dr. No (1962)

No primeiro filme de James Bond, Sean Connery interpreta um espião inglês, de codinome 007, que é enviado à Jamaica para investigar o misterioso desaparecimento de um agente britânico. Ele descobre que o agente foi capturado pelo Dr. Julius No (Joseph Wiseman) um estranho cientista membro da Spectre que pretende destruir o programa espacial dos Estados Unidos.

 

 

O sucesso de 007 foi tão estrondoso que deu início a uma série de filmes baseada nesta fórmula, que inclui alguns clichês como a famosa frase “Meu nome é Bond… James Bond”, as Bond girls – que nesse filme tem a famosa cena de Honey Ryder (Ursula Andress) saindo de biquíni branco do mar –, o drink preferido (gim, vodka e martini batido, mas não misturado), armas (a inseparável Walther PPK), equipamentos de última geração e incríveis carros (Aston Martin), aviões e barcos. Por falar neles, nesse filme não aparece nenhum modelo em especial, mas vale o registro por ser o primeiro de muitos.

 

Moscou Contra 007 (1963)

No ano seguinte, Sean Connery voltou às telas como o agente 007 James Bond que é enviado à Turquia para trazer à Inglaterra Tatiana Romanova (Daniela Bianchi), uma secretária da embaixada da URSS, em troca de uma máquina descodificadora Lektor.

 

 

Porém tudo isso não passa de uma vingança da organização criminosa Spectre pela morte de Dr. No. O filme tem várias cenas de perseguição no Mar Adriático, as primeiras envolvendo barcos, como esta que aparece o casal.

 

007 Contra a Chantagem Atômica (1965)

Neste quarto filme de 007, a Spectre rouba duas bombas atômicas e ameaça explodir uma cidade inglesa ou norte-americana se não receber um resgate de 100 milhões de libras em diamantes. O MI6 envia Bond para tentar localizar as bombas nas Bahamas, onde ele é ajudado pela agente em Nassau, Paula Caplan (Martine Beswick). Os dois aparecem nesta lancha, quando ele vai encontrar-se com Domino (Claudine Auger), a namorada do vilão da Spectre, Emilio Largo (Adolfo Celi), mas o clima sugere que eles já tiveram um caso.

 

 

O filme é repleto de cenas aquáticas, de mergulho e de ação com as forças especiais da Marinha americana. Quando a batalha termina, o vilão Largo escapa para o seu iate hi-tech, o Disco Volante, que carregava as bombas e minissubmarinos, que se divide em dois, dando origem a um barco rápido movido a hidrofólio. Bond consegue subir a bordo e luta contra ele, mas Domino atira no vilão com um arpão. Bond e Domino escapam do barco, que bate e explode enquanto o casal é resgatado por um cabo de um avião. Simples…

 

007 Viva e Deixe Morrer (1973)

 

 

O oitavo da série e o primeiro com Roger Moore no papel do agente 007. Bond é enviado a uma ilha do Caribe para deter um político traficante de heroína chamado Dr. Kananga, o Mr. Big (Yaphet Kotto), que faz de tudo para garantir o monopólio no negócio, usando desde gângsteres a feiticeiros de vodu. Durante a emocionante perseguição de barco que domina a última parte, Bond usa uma lancha Glastron e protagoniza a famosa cena do barco, voando sobre o carro do xerife, pousando na água e continuando a perseguição.

 

007 O Espião que me Amava (1977)

O décimo James Bond e o terceiro com Roger Moore no papel do agente secreto 007 marcou época. Até a música tema, Nobody does it better, interpretada por Carly Simon, se tornou um dos maiores hits romântico de todos os tempos. O filme teve ação, sexo, cenas embaixo d’água e aquele vilão inesquecível, o homem dos dentes de aço (Richard Kiel) e a Lotus Esprit branca que virou submarinho…

 

   

 

O filme tem outras sutilezas, pois em plena Guerra Fria sugere uma improvável parceria entre Bond e a agente soviética Anya Amasova (Barbara Bach) para lutar contra um vilão chamado Stromberg (Curd Jürgens), que pretende disparar mísseis atômicos submarinos roubados das duas superpotências para por fim à raça humana. No filme aparecem: um submarino nuclear americano, um superpetroleiro, uma plataforma marítima submersível, mas também é a primeira aparição para o mundo da moto aquática, pilotada por Roger Moore, que era ainda um protótipo da Larson Industries com o nome sugestivo de “wetbike”.

 

007 Contra o Foguete da Morte (1979)

O filme é uma aventura de James Bond no espaço na qual ele tem por missão destruir os planos de uma organização que pretende produzir um gás venenoso de orquídeas raras da Amazônia e lançá-las do espaço para causar o fim da humanidade. Nesse roteiro insano aparecem o Homem dos Dentes de Aço andando nos cabos do bondinho do Pão de Açúcar no Rio e duas perseguições de barcos tão incríveis quanto uma gôndola que se transforma num hovercraft pelas vielas de Veneza e outra, no Rio Amazonas, com duas velozes lanchinhas Glastron, a mesma marca da utilizada em Viva e deixe morrer.

 

 

A SSV-189 foi usada pelo Dentes de Aço e Bond usou uma Carlson CV23 HT equipada por “Q” com minas, um torpedo e uma asa-delta oculta, na qual Bond escapa antes do barco despencar nas Cataratas do Iguaçu. Apenas 300 unidades da CV23HT foram feitas entre 1978 e 1979 e esta do filme, prateada, é única e faz parte do acervo da exposição Bond in Motion.

 

007 Contra GoldenEye (1995)

O décimo sétimo filme da franquia James Bond e o primeiro de Pierce Brosnan como o agente 007 depois do fraquinho Timothy Dalton. Bond inicia a sua missão em Monte Carlo para impedir que Janus, um sindicato do crime, use o satélite russo GoldenEye que pode emitir um pulso eletromagnético contra Londres e iniciar um caos financeiro global.

 

 

Foi o primeiro filme de Bond produzido após a dissolução da União Soviética e o fim da Guerra Fria, algo que serviu de pano de fundo para a história e deu um novo fôlego à série. Quem teve uma aparição discreta, mas interessante, foi o superiate iate Manticore, que na verdade chama-se Northern Cross, construído pelo estaleiro Marinteknik Verkstads, em 1991, para o empresário Jorma Lillbacka da Finn-Power. Ele tem 43 m, acomoda 10 convidados e oito tripulantes, navega a 18 nós em cruzeiro e 24 nós em máxima e está disponível para charters.

 

007 O Amanhã Nunca Morre (1997)

É o décimo oitavo filme de James Bond com Pierce Brosnan pela segunda vez no papel do agente 007. Na história, Bond, com a ajuda da agente especial chinesa Wai Lin (Michelle Yeoh), descobre que o magnata da mídia, Elliot Carver (Jonathan Pryce), manipula as notícias com seu império das comunicações para jogar potências internacionais umas contra as outras para formar a Terceira Guerra Mundial.

 

 

No filme, o navio-esconderijo do vilão Carver não podia ser localizado por radar ou por sonar. Só que ele existe na realidade: trata-se do avançado Sea Shadow, um navio da Marinha americana tipo stealth (invisível). Além disso, ele se apoia sobre duas superfícies finas, por isso deixa pouco rastro pela água, o que dificulta sua localização pelos aviões. Ele tem 50 m, boca de 21 m, pesa em torno de 500 toneladas e atinge 28 nós de velocidade máxima.

 

Seus motores são híbridos, diesel/elétrico, tem apenas 12 beliches a bordo, um pequeno micro-ondas, geladeira e mesa. Oficialmente, ele nunca participou de missões apesar de ter estado na ativa na base naval de San Diego. Atualmente, ele pertence a Reserve Fleet (frota reserva para situações de emergência nacional), baseado na Suisun Bay, em Benicia, Califórnia.

 

007 O Mundo Não é o Bastante (1999)

O décimo nono filme de 007 no cinema, com Pierce Brosnan pela terceira vez no papel de James Bond. Quando Sir Robert King, um magnata inglês do petróleo, é assassinado dentro do MI6, Bond recebe a missão de proteger sua filha, Elektra King (Sophie Marceau), que está construindo um oleoduto do Mar Cáspio para o Ocidente.

 

 

No entanto, Bond descobre que ela e o terrorista Renard (Robert Carlyle) planejam mesmo é explodir todos os oleodutos russos, deixando o dela como o único da região. O filme é fraco, mas a sequência inicial de mais de 15 minutos de perseguição de barco pelo Rio Tâmisa, em Londres, é de arrepiar. Ela começa após a explosão no interior do MI6, quando Bond avista uma lancha no Tâmisa e decide persegui-la roubando uma voadeira e as duas literalmente “decolam”.

 

O barco de Bond é um Q-boat usado pelas Marinhas inglesas e americanas para missões de assalto e ataques a submarinos, que chega a mais de 45 nós de máxima. E a lancha que ele persegue é uma Sunseeker Superhawk 34, um modelo esportivo de alta performance de sucesso da marca. Tem 37 pés, targa, cabine com cama de casal, banheiro, cozinha e dois motores Volvo de 285 hp cada que proporcionam 43 nós de velocidade máxima.

 

007 Um Novo Dia para Morrer (2002)

É o vigésimo filme da série e o quarto e último de Pierce Brosnan como 007. Ao investigar o comércio ilegal de armas na fronteira da Coreia do Norte liderada pelo coronel Tan-Sun Moon (Will Yun Lee), Bond acaba sendo desmascarado e na perseguição de hovercrafts Bond é preso pelo General Moon (Kenneth Tsang).

 

 

O MI6 consegue libertar Bond um ano depois, porém, ele descobre um traidor dentro da organização e tenta desmascará-lo com a ajuda da agente americana Jinx (Halle Berry). O hovercraft maior, usado por Moon, é um Griffon 2000TD e o menor, usado por Bond, é um Osprey. Uma Sunseeker Superhawk 48 aparece de relance depois de Halle Berry mergulhar de um penhasco na Isla de Los Organos. A lancha de 50 pés tem três motores de 500 hp que a levam a 52 nós de velocidade máxima.

 

007 Casino Royale (2006)

O vigésimo primeiro da franquia e o primeiro com Daniel Craig como James Bond. O filme volta ao início da carreira de Bond como 007, estabelecendo uma nova linha do tempo. Depois de impedir um ataque terrorista no Aeroporto Internacional de Miami, Bond se apaixona por Vesper Lynd (Eva Green), uma agente do Tesouro enviada para fornecer o dinheiro que ele precisa para frustrar os planos de Le Chiffre (Mads Mikkelsen), um banqueiro que financia terroristas. Bond dá um jeito e consegue entrar em um jogo de pôquer de alto risco no Casino Royale em Montenegro para, lógico, ganhar a fortuna que ele dispõe.

 

 

O filme também marca a aparição de nada menos do que duas lindas lanchas Sunseeker (para variar): as poderosas XS 2000 e a Predator 108 M3. A XS 2000 é a lancha que Bond embarca depois que o avião dele aterrissa nas Bahamas. Ela é uma lancha de alta performance, de 39 pés, com dois motores Yanmar 420 hp a diesel que permitem até 65 nós de velocidade máxima. Um foguete! A Predador 108 é a usada pelo vilão Le Chiffre, uma lancha luxuosa, com cockpit com teto retrátil, um salão principal confortável e cabine para oito pessoas, com uma suíte máster com closet, uma suíte VIP e duas outras suítes para convidados e acomodações para quatro tripulantes com banheiro e chuveiro.

 

 

Mesmo com essa configuração, seus dois motores MTU V16 2000 a levam a atingir 45 nós na máxima! E para quem curte veleiros, Casino Royale tem um muito bonito, o Spirit 54 da Spirit Yachts com duas suítes e design clássico. Foi nele que Bond e Vesper viajam até Veneza e seguem navegando majestosamente com seus 106 m² de área vélica pelos seus canais. E repete seu charme na cena final, quando Bond aparece displicentemente no seu deck ligando para “M”. Ele hoje está disponível para charter na Turquia por 7.200 euros por semana.

 

007 Quantum of Solace (2008)

O vigésimo segundo filme da franquia 007 e uma sequência direta de Casino Royale, com a segunda atuação de Daniel Craig como James Bond. No filme, Bond enfrenta o rico empresário Dominic Greene (Mathieu Amalric), um integrante da mesma organização que o Sr. White de Casino Royale. Ele preside a Quantum e finge ter um projeto ambientalista na Bolívia, mas, na verdade, planeja armar um golpe militar para assumir o controle das reservas de água do país.

 

   

 

Bond procura vingança pela morte de Vesper Lynd e recebe ajuda de Camille Montes (Olga Kurylenko), que também procura vingança pela morte de seu pai pelo General Medrano (Joaquin Cosío), o mesmo ditador militar corrupto envolvido no golpe. No filme aparecem três outras Sunseekers. A Superhawk 43 é usada pelos bandidões no Haiti, para levar Camille até o barco do General Medrano, uma Sunseeker M4 de 37 metros. Mas Bond impede que eles alcancem o barco e salva Camille.

 

A Superhawk 43 é uma lancha esportiva, que também tem cabine na proa, cozinha e banheiro, impulsionada por dois motores Volvo D6 de 370 hp que a levam até 43 nós de máxima. A M4 é a versão mais luxuosa da Predator 108 M3 usada em Casino Royale. E a última é uma Sunseeker Sovereign 17, uma versão vintage de uma lancha de passeio para até cinco pessoas que deu início à marca nos anos 1970 (que tinha até motor BMW) que foi usada por Bond na cena em que ele é levado até a villa, na Toscana, do amigo René Mathis (Giancarlo Giannini). Só como curiosidade, o fundador e hoje diretor internacional da Sunseeker, Robert Braithwaite, fez uma pontinha na cena como piloto deste barco clássico.

 

007 Operação Skyfall (2012)

O vigésimo terceiro filme de James Bond, que marcou o aniversário de 50 anos da franquia, o terceiro a ter Daniel Craig interpretando o agente secreto 007 e o último que vimos nas telas. O filme gira em torno da volta de 007 ao serviço secreto e da sua investigação sobre a destruição da sede do MI6 em Londres, que é parte do plano de Raoul Silva (Javier Bardem), ex-agente do MI6 e terrorista-cibernético, para humilhar, desacreditar e matar “M” como vingança por ela tê-lo abandonado.

 

 

Mas até Bond encontrar Raoul, ele precisou provar que estava vivo; convencer o presidente do Comitê de Inteligência e Segurança, Gareth Mallory (Ralph Fiennes), que ainda era apto a ser um agente 00 e matar seu assassino, o mercenário francês Patrice (Ola Rapace), que o leva até um casino em Macau onde conhece Sévérine (Bérénice Marlohe), a amante de Rauol, que o leva de barco até o esconderijo do vilão em uma ilha abandonada.

 

   

 

O barco é nada menos que o estonteante veleiro El Regina, de 184 pés, seis camarotes e luxo para todo canto, construído em 2011 na Turquia pelo estaleiro Pruva Yachting. O superveleiro serviu de cenário para que Bond e Sévérine protagonizassem algumas cenas calientes na baía turca de Fethiye. A boa notícia é que o veleiro está à venda pela Fraser Yachts por 11 milhões de euros e, enquanto não aparece nenhum comprador, ela disponibiliza o superiate de Bond para charter por 90 mil euros por semana, sem, contudo, incluir a presença dos astros a bordo…

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