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Velejador Beto Pandiani lança seu novo Projeto Rota Polar

O velejador Beto Pandiani irá lançar a Rota Polar no dia 9 de março, em São Paulo. O projeto, que tem como objetivo discutir as mudanças climáticas e seus impactos socioambientais, começará surpreendendo os paulistanos com uma velejada pelo Rio Pinheiros, que perdeu a qualidade com a urbanização na década de 1970 e vem sendo revitalizado em uma ação conjunta entre sociedade, empresas particulares e gestão pública. A viagem está programada para começar no final de maio de 2022.

Nesta oitava travessia, o velejador Beto Pandiani retoma a parceria com o francês Igor Bely, que esteve presente em outras duas travessias: Oceano Pacífico e Atlântico.

O roteiro parte de Nome, no Estreito de Bering no Alasca, em direção à Groenlândia, em uma jornada de três mil milhas margeando a Calota Polar. A conhecida Passagem Noroeste foi palco de inúmeras expedições trágicas no passado, que tinham como objetivo encontrar uma rota comercial entre a Europa e Ásia. Fechada pelo gelo nos últimos séculos, ela impedia que embarcações cruzassem do Atlântico Norte para o Pacífico Norte.

Entretanto, nos últimos 20 anos, a cada verão Boreal a Calota Polar vem recuando, intensificando o tráfego marítimo e movimentando também o tabuleiro das potências que tem seu litoral banhado pelo Oceano Ártico e acelerando disputas geopolíticas. Quais serão as consequências? Será um fenômeno cíclico ou tem relação com a emissão de combustíveis fósseis? Como, e se podemos mitigar este fenômeno?

Para responder a estas e tantas outras questões, o Projeto Rota Polar vai muito além da travessia, que será o ponto de partida para uma série de atividades voltadas à educação e o meio ambiente. Entre elas está a produção de um documentário, elaboração de artigos e publicação de um livro que retratarão o impacto ambiental, social, econômico e cultural do rápido desgelo do Ártico. Além das imagens captadas durante toda a travessia, que deve durar até setembro de 2022, o material produzido trará entrevistas com cientistas ligados a pesquisas no Hemisfério Norte como biólogos, meteorologistas, glaciologistas e historiadores.

Sobre a Travessia

Pioneirismo, tecnologia, sustentabilidade, educação, pesquisa, inovação e Gestão de Riscos envolvem o Projeto Rota Polar. “Nosso combustível é a força humana, o vento e a energia solar. As soluções tecnológicas atuais proporcionam uma viagem com baixo impacto ambiental”, fala Beto Pandiani, que sempre optou por viajar em pequenos barcos catamarãs sem cabine e sem motor. E desta vez não será diferente.

De diferente, o pequeno catamarã terá como complemento um sistema de pedal, a fim de criar outra forma de propulsão além do vento para ultrapassar o gelo. “Pela minha experiência, em viagem anterior, sei que nos mares do Ártico teremos pouco vento por muitos dias”, explica Beto Pandiani sobre esta alternativa.

A saída está marcada para o final do mês de maio e o período crítico da viagem deve acontecer no final de agosto, com a chegada ao trecho normalmente bloqueado pelo gelo. “Uma vez liberado, o próximo desafio será cruzar para o Atlântico Norte, próximo a Groenlândia por águas abertas, onde termina esta etapa da viagem e começa a edição do material que, acredito, pode auxiliar na educação e concretização das mudanças pela sociedade e na urgente busca por alternativas sustentáveis para a nossa sobrevivência”, conclui Beto Pandiani sobre o Projeto Rota Polar.

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