O estaleiro italiano Benetti Yachts lançou dois superiates em apenas dois dias no seu estaleiro em Viareggio. O primeiro foi o sexto casco da série Delfino 95, BD106, que foi para a água em 6 de fevereiro.
O superiate de 29 metros foi projetado por Giorgio M. Cassetta e conta com uma boca de 7 metros. Ele foi descrito como “refinado e elegante”, com “extensas superfícies em vidro”, pelo estaleiro. Já o interior foi projetado internamente e apresenta materiais que incluem madeira e mármore para um “ambiente quente”.
A acomodação a bordo é para um total de 10 pessoas em cinco cabines que incluem a cabine do proprietário no deck principal, que fica na proa e possui um banheiro duplo com chuveiro de mármore. As outras quatro cabines duplas fica no deck inferior. Enquanto isso, a área de proa é reservada para acomodação da tripulação para um total de cinco tripulantes em três cabines.
Ele está equipado com uma parelha de motores MAN V8 de 1.000 hp para uma velocidade máxima de 14,5 nós e velocidade de cruzeiro de 10 nós, para uma autonomia de 2.320 milhas náuticas.
O 14º casco da série Classic Supreme 132 da Benetti, batizado de Happy Me, foi para a água no dia seguinte ao BD106, em 7 de fevereiro. O iate de 40,2 metros apresenta exteriores de Stefano Righini e interiores de François Zuretti.
Superiate Happy Me
A acomodação a bordo é para 10 pessoas e também tem a cabine do proprietário no deck principal, além de duas cabines VIP e duas cabines duplas no deck inferior. A acomodação da tripulação na proa é para sete em cada quatro cabines, enquanto a cabine do capitão fica no deck superior.
Durante a cerimônia de lançamento do Happy Me, o proprietário disse: “Estou muito agradecido por ficar impressionado com a paixão e devoção demonstrada por todos na Benetti ao longo da construção deste iate”.
Ele está equipado com uma parelha de motores MTU 12V para uma velocidade máxima de 14,5 nós e velocidade de cruzeiro de 11 nós para uma autonomia de 3.200 milhas náuticas.
Depois do lançamento oficial no Boot Düsseldorf 2020, a Pershing divulgou novas imagens da nova 7X, novo iate parte da Geração X do estaleiro italiano, uma linha com modelos focados em quatro pilares fundamentais: design, tecnologia, desempenho e uso de materiais ultraleves.
Uma evolução, tanto do ponto de vista estilístico-funcional quanto do desempenho, a nova Pershing 7X amplia a linha atual do estaleiro e chega para competir com força no mercado acima de 20 metros. Construído em fibra de carbono, a 7X conta com inovações estéticas importantes, incorporando a tecnologia e o alto desempenho.
O design, uma criação de Fulvio De Simoni, conta com linhas esportivas e elegantes que moldam toda a linha com soluções caracterizadas por inovação estética e arquitetônica; a tecnologia, com a introdução de uma interface integrada de navegação e controle, controles de direção e sistemas de propulsão com automação de última geração, oferece ao proprietário uma versatilidade na navegação.
Com 21,4 metros, aproximadamente 70 pés, de comprimento e uma boca de 5,32 metros, ela é o resultado da parceria entre o estúdio de design Fulvio De Simoni, o Comitê de Estratégia de Produtos do Grupo Ferretti, sob o comando do engenheiro Piero Ferrari, e o Departamente de Engenharia do Grupo.
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Pershing 7X
O seu desempenho é o resultado não apenas da eficiência dos sistemas de propulsão, mas também do uso de materiais ultraleves, incluindo o uso de fibra de carbono no casco, e de outras soluções que permitem que os iates atinjam altas velocidades, pensando também na redução do consumo, mas também aumentando volumes e conforto a bordo.
O 31º Circuito Oceânico da Ilha de Santa Catarina foi encerrado neste domingo em uma edição que ficará para a história. Com 34 tripulações presentes, recorde dos últimos dez anos, os velejadores enfrentaram todos os tipos de condições ao longo dos quatro dias na raia de Jurerê.
No domingo (9) foram realizadas as últimas regatas barla-sota, para todas as classes exceto Bico de Proa e RGS Cruzeiro que tiveram mais uma de percurso. O domingo amanheceu com sol, mas logo no início da tarde a chuva voltou a dar as caras na capital catarinense repetindo o cenário de quinta-feira.
Com sete barcos na flotilha a classe C30 teve uma disputa acirrada pelo título entre duas tripulações de Ilhabela. Ao final melhor para o campeão Caballo Loco, que desbancou o vencedor de 2019, Kaikias. O pódio foi completo com o Loyalty em terceiro lugar. O 31º Circuito Oceânico contou com primeira etapa do Campeonato Brasileiro da categoria que tem seu desfecho em Ilhabela, no mê de julho.
Na classe IRC vitória para o veleiro Crioula, do Rio Grande do Sul, que dominou as disputas em Jurerê vencendo quatro das seis regatas do programa. Kamikaze XI, vice-campeão, e Itajaí Sailing Team, terceiro, vieram logo atrás na flotilha que contou com oito equipes. Na ORC Geral, três embarcações brigaram pelo título e ao final deu Dourado, da Marinha do Brasil, seguido por Bijupirá e Catuana Kim.
Boas disputas também na classe RGS Geral que teve como grande vencedor o Dona Bola, do Rio de Janeiro. Apenas dois pontos separaram a equipe dos vice-campeões Garrotilho. Em terceiro lugar ficou o Katana II. Na classe HPE-25 deu Arretado/Ratones Craft Beer, com o AJX Força 12 na segunda posição.
Já na classe RGS Cruzeiro o Mar Sem Fim manteve a liderança após vitória no último dia e trouxe o título para o Iate Clube de Santa Catarina. Blade Runner foi o vice-campeão e Tuara 1 o terceiro.
Confira todos os campeões do 31º Circuito Oceânico da Ilha de Santa Catarina:
ORC Geral: Dourado (Marinha do Brasil) IRC Geral: Crioula (Rio Grande do Sul) IRC A: Crioula (Rio Grande do Sul) IRC B: Kamikaze XI (Rio Grande do Sul) C30: Caballo Loco (São Paulo) RGS A: Dona Bola (Rio de Janeiro) RGS B: Katana II (Joinville) RGS Geral: Dona Bola (Rio de Janeiro) HPE-25: Arretado/Ratones Craft Beer (Santa Catarina) RGS Cruzeiro: Mar Sem Fim (Santa Catarina)
Uma conquista suada, brigada, por apenas três pontos após seis regatas na raia de Jurerê, sede oceânica do Veleiros da Ilha. Assim foi o título inédito do Caballo Loco, de Ilhabela (SP) no 31º Circuito Oceânico da Ilha de Santa Catarina, de 06 a 09 de fevereiro em Florianópolis. O barco paulista venceu também a primeira etapa do Campeonato Brasileiro da Classe C30, a ser concluído em julho na Semana de Vela de Ilhabela.
Caballo Loco no contravento – Crédito: Fábio Aranda | ICSC
Na regata barla-sota decisiva deste domingo, Caballo Loco e Kaikias Maserati, campeão em 2019, brigavam de forma mais direta pelo título da C30, maior flotilha one design do campeonato com sete embarcações. Mesmo punido com a desclassificação após protesto do adversário, Caballo Loco chegou ao título com oito pontos perdidos, contra 11 do Kaikias, também de Ilhabela, que precisava vencer, mas chegou em quarto lugar.
Loyalty x Kaikias Maserati – Crédito: Fábio Aranda | ICSC
Loyalty, de Porto Alegre, corria por fora e acabou conquistando a última vaga no pódio após duelo acirrado com o Zeus Team, de Florianópolis. A tripulação catarinense do estreante Le Terrible (ex-Barracuda) ficou em quinto lugar, seguida por outros dois barcos do Iate Clube de Santa Catarina (ICSC): Corta Vento e Katana Portobello.
Loyalty à frente – Crédito: Fábio Aranda | ICSC
Em julho de 2019, o Caballo Loco já havia ganho outro título inédito, da Semana de Vela de Ilhabela. O comandante Mauro Dottori, atuando também como timoneiro da embarcação, enalteceu a conquista em Jurerê. “O circuito de Florianópolis é muito importante para a C30 porque também soma pontos para o Brasileiro. Não é fácil vencer entre tripulações de elevado nível técnico e muito bem preparadas”, enalteceu o campeão Dottori.
Fair play na C30
O vice-campeão, Kaikias Maserati, reconheceu a atuação do vencedor. “Com a entrada da frente fria, a última regata começou com vento sul, com rajadas acima de 20 nós (40 km/h), e terminou com chuva. O Caballo Loco, demonstrando uma tática eficiente, nos marcou desde a largada, tirando nosso espaço na raia e liderou de ponta a ponta. Mesmo desclassificado devido a uma manobra irregular, foi o campeão merecidamente. Parabéns à tripulação”, elogiou o timoneiro do Kaikias, Beto de Jesus.
Campeão Caballo Loco – Crédito: Fábio Aranda | ICSC
Dos nove barcos da flotilha nacional de C30, apenas dois não correram em Jurerê, o que valorizou o campeonato. “Estamos felizes porque o nível da competição foi elevado, em uma raia muito técnica, além da tradicional receptividade dos catarinenses. Agora vamos nos preparar bem para a Semana de Vela de Ilhabela, ajustar a tripulação a fim de mantermos o título brasileiro, nosso objetivo neste ano. Pelo que vimos em Florianópolis, teremos mais uma bela disputa em Ilhabela”, previu Beto.
Zeus Team – Crédito: Fábio Aranda | ICSC
Medalha de bronze na classe, o comandante do Loyalty constatou que a C30 sai do circuito catarinense fortalecida. “Além de confirmar a competitividade a Classe C30 está revigorada com as tripulações muito empolgadas. Nosso barco estava muito rápido, em condições de brigar entre os primeiros. Cometemos pequenos erros que serão corrigidos. O mais importante foi ver a classe entusiasmada, unida e competitiva”, afirmou Alexandre Leal, timoneiro do barco do Veleiros do Sul (RS).
Tripulação do Caballo Loco – Crédito: Fábio Aranda | ICSC
As demais classes tiveram os seguintes vencedores: Crioula (IRC), Dourado (ORC), Dona Bola (RGS), Arretado (HPE), Taichi (Bico de Proa) e Mar Sem Fim (RGS Cruzeiro. O 31º Circuito Ilha de Santa Catarina reuniu 34 barcos. Antes da Semana de Vela, em julho, a Classe C30 começará a correr a 20ª Copa Suzuki – Circuito Ilhabela de Vela Oceânica, no fim de março.
O superiate Bold, de 85 metros, da SilverYachts, estreará no maior boat show dos Estados Unidos, o Miami Yacht Show. Ele será o mais novo e o maior iate apresentado na edição deste ano, que acontece entre os dias 13 e 17 de fevereiro.
O superiate Bold é o maior projeto, de alta velocidade e eficiência do estaleiro e é frutose uma colaboração com o designer Espen Øeino. Seus interiores podem acomodar até 16 pessoas e foram projetados por Andreas Helnburger do estúdio alemão Vain Interiors.
Algumas das principais características do Bold são aumento no volume interno devido a uma linha d’água mais longa, bem como uma diminuição no arrasto, resultando em uma velocidade máxima mais alta.
Testada durante sua primeira viagem, a hidrodinâmica da Bold foi projetada para navegações de longa distância e alta velocidade. A energia é fornecida por dois motores compactos MTU 16V 4000 M73L, cada um dos quais desenvolve uma potência de 2880 kW.
A Feadship lançou seu mais novo superiate e o maior em linha d’água já construído nos Países Baixos. O iate Moonrise mede impressionantes 99,95 metros.
Apresentado na unidade de Makkum, o Moonrise conta com o design exterior do Studio De Voogt. Suas principais características incluem “linhas elegantes e sensuais” com um “perfil masculino moderno”, de acordo com o estaleiro.
Outros detalhes exteriores incluem uma superestrutura revestida de vidro, um heliporto na proa e um grande beach club na popa, completo com academia e área de bem-estar. Além disso, o superiate conta com pé direitos altos dentro e fora, e também possui decks impressionantes.
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O interior criado por Rémi Tessier Design foi descrito como “instantaneamente acolhedor” pela Feadship, oferecendo acomodação para 16 pessoas em oito cabines. A “acomodação da tripulação de alto nível” é iluminada pela luz natural e oferece um “padrão premium” para todos os 32 funcionários que moram e trabalham no iate.
A icônica Azimut S6 conquistou o mundo ao ser exposta no meio da Times Square, em Nova York, no ano passado, e agora ela ganhou uma nova versão. Lançada no Boot Düsseldorf 2020, a S6 Sportfly será apresentada pela primeira vez ao mercado americano, durante o Miami Yacht Show. O maior boat show dos Estados Unidos acontece na próxima semana, entre os dias 13 e 17.
O que se sabe até então é que ela traz as principais características da S6 como DNA esportivo, luxo e tecnologia de ponta. Alguns detalhes evidenciam ainda mais a esportividade deste iate, mas a principal mudança é mesmo o novo flybridge.
Além de ter um segundo posto de comando e um grande sofá, o flybridge é espaçoso. Um dos pontos de destaque é a escada de acesso. Parte dela é retrátil e não atrapalha na hora de usar o espaço gourmet junto a praça de popa.
Já o interior da S6 Sportfly, criado por Francesco Guida, mantém o projeto moderno e ao mesmo tempo elegante e refinado por meio da combinação do uso de madeiras, cores quentes com suaves e iluminação.
Azimut com número recorde de iates em Miami
O estaleiro italiano irá apresentar um número recorde de modelos, ao todo serão 18 embarcações de 40 pés a mais de 100 pés (32 metros). Das esportivas Verve, S e Atlantis, passando pela clássica e elegante coleção Flybridge até a sofisticada e imponente linha Grande.
O Ferretti Group mais uma vez marca sua presença no Miami Yacht Show, que acontece na próxima semana entre os dias 13 e 17, com um lineup de 15 embarcações de todos os tipos e tamanhos para encantar o público do mundo todo.
Entre os iates expostos estará o 48 Wallytender X, em sua estreia mundial. Esta é uma versão com motor de popa do novo sucesso marca Wally. A bela Dolceriva, um ícone de estilo, e muito apreciado na Boot Düsseldorf 2020, será apresentada pela primeira vez ao mercado americano.
Além disso, o público poderá conhecer de perto as Ferretti Yachts 670, 720, 780 e 920. Da Riva estarão a 56 Rivale, 66 Ribelle, 100 Corsaro e 110 Dolcevita. A Pershing levará a 5X, 8X e 9X, partes da crescente linha X Generation, a e Pershing 70.
Outro modelo de destaque é a Custom Line 120, que estará em exposição no Island Gardens Deep Harbor Marina, junto a Riva 100 Corsaro e a 110 Dolcevita, entre outros superiates.
No Miami Yacht Show, o Ferretti Group renova sua colaboração com marcas de luxo italianas e internacionais. A Frette fornecerá aos barcos uma decoração suave e de alta qualidade; a vinícola italiana La Scolca oferece uma excelente seleção de vinhos; O Sr. C sediará seu coquetel especial no estande do Ferretti Group.
A Poltrona Frau fornecerá o mobiliário de interior; Champanhe Pommery entreterá os convidados com seu champagne oferecido a um preço especial; enquanto a FIJI Water será a água oficial no estande; Seabob exibirá seus modelos de edição limitada de entretenimento e velocidade na água; Slam fornecerá os uniformes da equipe do Grupo.
Robert Scheidt já treina em Melbourne, na Austrália, palco do Mundial da classe Laser, a partir da próxima terça-feira (11). O bicampeão olímpico entra na disputa como mais uma etapa de sua preparação para os Jogos de Tóquio/2020. “Esse campeonato será muito importante, pois os melhores do planeta estarão na água. Sigo trabalhando em busca da melhor velejada para lutar pelo pódio no Japão”, afirma o velejador, que é patrocinado pelo Banco do Brasil e Rolex e conta com o apoio do COB e CBVela.
Antes da primeira competição de 2020, Scheidt analisou a temporada em que garantiu vaga para disputar a sétima Olimpíada, recorde entre os atletas brasileiros. “O ano de 2019 marcou meu retorno à classe Laser após quase três anos ausente, desde os Jogos do Rio/2016. Foi um período de readaptação para as novas técnicas, nova geração e nova mastreação. Agora, mastro e vela são diferentes. Cumpri o objetivo principal que foi fazer o índice para Tóquio, mas é o momento de buscar evolução. Vou trabalhar para velejar entre os tops, melhorando meu nível”, explica.
Scheidt treina na Austrália (Divulgação)
Aos 46 anos, Robert Scheidt sabe que precisa equilibrar a carga de trabalho em um barco como o Laser, que exige muito da parte física. “Meu treino é planejado para elevar o nível da velejada ao mesmo tempo que administro a carga de exercícios com o tempo de descanso para recuperação. Preciso ajustar o volume para evitar lesões que me farão perder tempo na água até os Jogos e aprender a superar as dificuldades em competir com mais idade contra atletas que são, em média, 20 anos mais jovens”, analisa o maior medalhista olímpico do Brasil, com cinco pódios.
No retorno à vela olímpica, Scheidt disputou quatro grandes competições. A última foi o Ready Steady Tokyo, no final de agosto de 2019, em Enoshima, quando terminou em 10° lugar, chegando à medal race pela primeira vez desde que decidiu interromper a aposentadoria da classe Laser. Antes, havia feito história ao garantir índice para os Jogos de Tóquio/2020 com o 12° lugar no Campeonato Mundial da Classe Laser 2019, em Sakaiminato, no Japão, dia 9 de julho.
Além das competições em Enoshima e Sakaiminato, o bicampeão olímpico chegou próximo da regata da medalha no Troféu Princesa Sofia e na Semana de Vela de Hyères. Agora, vai competir na Austrália para carimbar o passaporte olímpico, pois ainda precisa esperar a convocação final para a delegação brasileira. De acordo com o critério da Confederação Brasileira de Vela (CBVela), ele só perde a vaga para os Jogos do Japão se outro atleta do Brasil subir ao pódio no Mundial da Laser em 2020. Segundo informações da organização do campeonato, além de Scheidt, o Brasil terá apenas mais um representante em Melbourne, o velejador Gustavo Nascimento, de 24 anos.
A Toyota é parceira do Energy Observer desde o início do projeto, onde o hidrogênio ocupa um lugar central. Durante uma trajetória que começou em 2017, a equipe do Energy Observer navega em todo o mundo no primeiro barco independente de energia. Este catamarã funciona graças a uma mistura de energias renováveis e a um sistema para produzir hidrogênio sem carbono a partir da água do mar.
Para o próximo estágio de sua odisséia, como o grupo descreve todo esse caminho percorrido, o Energy Observer e a Toyota trabalharam em colaboração para integrar um novo motor criado pela Toyota no barco. Para isso, a gigante japonesa usou a tecnologia do Toyota Mirai, o primeiro carro do mundo movido a hidrogênio a ser comercializado, e a reconfigurou completamente para integrá-la em um módulo compacto adequado para aplicações marítimas. Essa bateria fornecerá mais potência e eficiência a embarcação, o que garantirá a travessia do Oceano Atlântico e do Oceano Pacífico prevista para 2020.
O novo motor da Toyota já demonstra seu valor há muitos anos, principalmente a bordo do Mirai, mas mais recentemente em outras aplicações, como ônibus e caminhões. Seu uso no transporte marítimo indica, portanto, um novo passo em direção ao desenvolvimento da “sociedade do hidrogênio”. A Toyota acredita que o hidrogênio é o vetor essencial para a descarbonização de energia e que a implantação dessa tecnologia pode ser acelerada graças à modularidade desse sistema, previsto para uma infinidade de aplicações.
Energy Observer pelo mundo
Após seu quarto projeto de otimização e seu lançamento em Saint-Malo, em 21 de janeiro, o Energy Observer está se preparando para sua grande partida para o Pacífico. Novas tecnologias, ainda mais eficientes, mas acessíveis, serão colocadas a prova durante essas longas navegações. O Energy Observer sairá do porto de origem a partir de 17 de fevereiro para uma navegação em todo o mundo, que deve durar 4 anos.