A Lürssen, estaleiro alemão especializado em superiates, acaba de lançar mais uma novidade, o iate de 87 metros até então conhecido como Project Hawaii.
O superiate deixou o galpão e foi para a água pela primeira vez nesta manhã, 21 de janeiro, na sede no estaleiro.
Crédito: Tom van Oossanen
Embora os detalhes ainda não tenham sido divulgados, sabe-se que o Project Hawaii apresenta um design exterior criado pelo estúdio Bannenberg & Rowell, um volume interno de 2950GT, e seu casco foi construído em aço e a superestrutura em alumínio.
O iate, que teve seu contrato de compra assinado pela primeira vez em 2017, deve ser entregue ainda este ano.
A Princess Yachts está estreando 5 embarcações no Boot Düsseldorf 2020, que acontece até o dia 26 de janeiro, na Alemanha. As Princess F50, V55, S62, S66 e Y78, estão lado das já famosas R35, V40, F55 , F62 e Y85.
Esse display prova o sucesso do programa de lançamentos recentes da Princess, que resultou em números recordes de novos iates projetados, desenvolvidos, fabricados e encomendados nos últimos dois anos.
1 of 5
Princess F50
Princess F50
Princess S62
Princess V55
Princess Y78
Mas não satisfeitos em atualizar completamente a linha de modelos existente nas classes tradicionais, a Princess também está trazendo para Düsseldorf uma maquete em tamanho real de um de seus modelos mais esperados para 2020 , a X95 Superfly.
Princess X95
A maquete que foi transportada da fábrica de Plymouth apresenta o amplo deck principal do X95 em grande escala para que os visitantes do estande possam conhecer todos os detalhes. Os clientes da X95 se encontrarão com a equipe do Princess Design Studio para começar a personalizar seus iates, enquanto todos os visitantes do estande começarão a entender como a Princess conseguiu projetar a X95 com espaço útil comparável a um iate de 35 metros.
1 of 13
Princess X95
Interior da Princess X95
Princess X95
Interior da Princess X95
Interior da Princess X95
Interior da Princess X95
Interior da Princess X95
Interior da Princess X95
Interior da Princess X95
Interior da Princess X95
Interior da Princess X95
Interior da Princess X95
Antony Sheriff, presidente executivo da Princess Yachts, disse: “A X95 quebra o molde do design tradicional de iates. A arquitetura em plano aberto exclusiva é trazida à vida por esses modelos inspiradores que mostram como o layout fornece 10% mais espaço ao ar livre e 40% mais espaço interno do que um iate a motor tradicional de dimensões externas semelhantes. Estamos realmente empolgados e orgulhosos por trazer um pequeno pedaço de nossa casa para Düsseldorf”.
A DutchCraft lançou oficialmente seu novo tender elétrico, apresentado pela primeira vez em novembro de 2019. O DutchCraft 25, construído em fibra de carbono, possui 8,04 metros e está em exposição no Boot Düsseldorf 2020, que acontece até o dia 26 de janeiro.
O DutchCraft 25 foi projetado e fabricado internamente. Ele é o segundo modelo apresentado pelo estaleiro, após o DutchCraft 56, de 17 metros, que estreou no Cannes Yachting Festival 2019, em setembro.
O design do tender é focado na flexibilidade e apresenta um design de deck modular. Isso permite que o barco seja usado é uma série de situações, como para pesca esportiva ou como apoio para mergulho. Móveis e utensílios, incluindo bancos acolchoados, permitem que o tender seja usado como transporte para até 12 passageiros.
Quando o deck é liberado, há espaço suficiente para transportar um veículo terrestre ou um par de motos aquáticas. Há também um módulo de rack personalizado capaz de transportar até oito conjuntos de mergulho, além de armazenamento para dois Seabobs.
O gerente de vendas e marketing da DutchCraft, Floris Koopmans, disse: “Com uma missão clara de proporcionar aos proprietários a flexibilidade e a diversão que eles desejam da vida na água, apoiados por um design robusto e prático, o DC25 é uma adição natural à nossa oferta. Não há mais nada parecido na categoria de tamanho; a capacidade e a variedade de usos são fenomenais”.
O tender é totalmente elétrico e tem um tempo de cruzeiro de 75 minutos a 32 nós ou 6 horas a 6 nós. Koopmans acrescentou: “Na DutchCraft, acreditamos que a propulsão elétrica será fundamental em um futuro que se preocupa com a preservação do oceano. Estamos comprometidos em investir nesse movimento positivo, e a tecnologia que desenvolvemos para o DC25 é um passo na direção certa.
Entre os dias 0 e 12 de janeiro, a Fishing Raptor expôs a Fishing 375 Solarium, pela primeira vez no Thailand Yacht Show, na Tailândia, onde chamou a atenção e até gerou novos negócios para o estaleiro.
A participação no boat show resultou na venda de modelo igual ao exposto durante o evento. A presença da marca também resultou em várias negociações que estão em andamento e deverão ser finalizadas nos próximos meses.
“Podemos comparar as embarcações da Fishing Raptor com carros “off road”. São barcos ideias para aventureiros e público que curte navegações a longas distâncias. Também é ideal para lazer com a família e esportes náuticos como é o caso do mergulho e da pesca oceânica”.
“Essa versatilidade de uso, somada à altíssima resistência do casco, ao desempenho e à tecnologia tornam a Fishing Raptor muito aceita pelo consumidor asiático e europeu. Assim como muitos de nossos consumidores brasileiros, há uma grande demanda de público internacional que gosta de aproveitar ao máximo a embarcação e o passeio, por meio de navegações longas, seguras e prazerosas. Por isso, a Fishing é tão bem-sucedida em vários países”, explica o diretor da marca Fernando Assinato.
1 of 9
Segundo ele, a intenção é expandir cada vez mais para o mercado internacional além de reforçar a marca no Brasil com implementações e novos modelos. Com isso, a projeção é ampliar a produção em 50% nos próximos três anos.
No último sábado, 18, a NX Boats realizou uma festa aberta ao clientes do estaleiro pernambucano na famosa Praia dos Carneiros, em Pernambuco.
A NX Boats Al Mare reuniu cerca de 100 embarcações da NX e contou com a participação de quase 1.000 convidados que curtiram o dia ao som do DJ Sax House e da cantora Nanara Bello.
Além disso, ainda tinham dois catamarãs que serviram de palco para os artistas e camarote para os patrocinadores do evento.
A Invictus Yacht apresentou no Boot Düsseldorf 2020 o novo GT 320 Atelier, uma versão especial de um dos modelos mais emblemáticos do estaleiro italiano.
O proprietário solicitou uma combinação elegante e incomum de cores. O casco preto brilhante e os lados Personal White estão em contraste cromático, como o cockpit “Eclipse”, com couro sintético preto e creme e encostos em tecido marfim, criando um efeito natural de linho. A proa invertida, uma das características distintivas da linha T – foi ajustada ainda mais para aumentar a sensação de elegância.
O layout do deck inclui acesso ao cockpit por meio da plataforma da popa, caminhando à esquerda do grande terraço, que pode ser expandido ainda mais com a transformação do sofá da frente. No meio do cockpit, o espaço gourmet em forma de L apresenta uma mesa e é uma “verdadeira cozinha ao ar livre” com geladeira, ice maker, churrasqueira e pia.
Entre os opcionais do Invictus GT 320 Atelier, destaca-se o hardtop de carbono – ele pode ser estendido para proporcionar mais sombra a um tecido ventilado e transpirante mantido no lugar por barras de carbono.
1 of 16
As duas poltronas do piloto e do copiloto, com um porta-garrafas entre elas, valorizam o posto de comando. Na proa, o grande solário tem o encosto contra o para-brisa, criando um espaço relaxante que lembra uma espreguiçadeira.
No Invictus 320 GT, a atenção aos detalhes é combinada com um ótimo desempenho. O estaleiro projetou uma ampla gama de opções de motores de popa (diesel ou gasolina, simples ou duplas), até 860 hp no máximo.
A Abeking & Rasmussen anunciou o lançamento do seu superiate de 68 metros, Soaring. O iate, que recebeu o nome de uma águia, saiu do estaleiro no início desta semana e foi para a água pela primeira vez no sábado. Agora, ele será preparado para realizar os testes no mar, para ser entregue em abril.
O estaleiro alemão também revelou que o iate foi projetado por dentro e por fora pela Focus Yacht Design e descreveu o Soaring como uma “casa flutuante personalizada que não deixa nada a desejar para o proprietário”.
O diretor do estúdio, Thomas Mühe, disse que o iate Soaring é “moderno e atemporal ao mesmo tempo”.
“Estamos muito empolgados ao ver como os nossos conceitos de design de interiores e exteriores estão surgindo. O estaleiro funciona como um relógio e a oportunidade de trabalhar nas duas esferas de design permite uma abordagem integrada”, acrescentou.
O sundeck do Soaring apresentará um bar e jacuzzi, enquanto um beach club, academia, sauna a vapor e plataforma de mergulho ficam no deck inferior. As acomodações a bordo serão para um total de 12 pessoas em seis cabines de convidados, incluindo a suíte master na popa do andar superior, que incluirá portas de correr para a popa do deck. Uma biblioteca também ficará no deck do proprietário.
As cinco cabines de convidados restantes estarão localizadas no deck principal. Enquanto isso, os alojamentos da tripulação permitirão uma equipe de 17 pessoas. O superiate da Abeking & Rasmussen será equipado com dois motores a diesel MTU 12V4000 de 2.000 hp. O iate também apresentará uma boa de 11,6 metros.
O Ferretti Group expôs no Boot Düsseldorf 2020, que acontece de 18 a 26 de janeiro, seis incríveis iates, incluindo duas estreias: a nova Pershing 7X, iate parte da ‘Geração X’ que está sendo apresentado ao mundo todo pela primeira vez, e a já famosa Riva Dolceriva, apresentada pela primeira vez ao mercado alemão.
Uma evolução, tanto do ponto de vista estilístico-funcional quanto do desempenho, a nova Pershing 7X amplia a linha atual do estaleiro e chega para competir com força no mercado acima de 20 metros. Construído em fibra de carbono, a 7X conta com inovações estéticas importantes, incorporando a tecnologia e o alto desempenho.
Apresentada pela primeira vez na Alemanha, a Riva Dolceriva, um iate aberto de 10 metros, caracterizado por um design exterior novo desenvolvido pela Officina Italiana Design, que inaugurou um novo curso de estilo para todos os iates Riva.
Riva Dolceriva
O Boot também foi uma oportunidade de anunciar seis novos projetos, que marcam a entrada do grupo em dois novos segmentos de mercado: motor de popa e vela. Durante a coletiva de imprensa, Alberto Galassi, CEO do Ferretti Group, falou sobre os mais de €200 milhões investidos nos últimos 4 anos, que geraram 90% da receita de 2018, principalmente graças à contribuição de novos produtos. A tendência positiva é confirmada também em 2019 com uma entrada de 691 milhões de euros em pedidos, 20% a mais em relação a 2018, quando a entrada de pedidos foi de 574 milhões de euros.
Os novos conceitos confirmam a determinação do grupo de enfrentar novos desafios. O novo Project TØ da Pershing redefine os limites do segmento entre 25 e 40 metros; as novas Ferretti Yachts 500 e 1000 são um divisor de águas da nova era da marca, que terá a Ferretti Yachts 1000 como flagship. Além disso, a Riva expandirá a sua linha com a inovadora 88 Folgore e a Wally explorará o mundo dos outboards com o novo 48 Wallytender X.
Com 28,35 metros de comprimento, o megaiate Olympus está entre os mais antigos do mundo e foi inicialmente encomendado pelo investidor de Wall Street, George Callendine Heck, para levá-lo de sua propriedade de Long Island para Wall Street. Ele possui uma história cheia de eventos marcantes como ser recrutado pela Marinha dos EUA; comprado pelo estado de Washington, quando foi reformado e nomeado Olympus e se tornou parte de um escândalo político; e foi usado por várias pessoas notáveis, incluindo Harry Truman, Al Pacino e Robin Williams.
A história do Olympus
O barco foi construído no rio Hudson e quase 90 anos depois ele retornou às suas raízes, depois de ser vendido. O iate pertenceu a vários moradores da costa leste antes de ser comprado por George Converse, comodoro do Newport Beach Yacht Club e marido da estrela do cinema mudo Anita Stewart. Ele navegou pelo Canal do Panamá e o levou para Newport Beach em 1938.
Em meados da década de 1940, na Segunda Guerra Mundial, O Olympus foi recrutado pelo governo dos EUA para patrulhar as águas entre Prince Rupert, BC e Ketchikan, no Alasca. Os oito soldados a bordo enviariam um SOS se encontrassem um submarino inimigo e nessa época o iate foi todo pintado em cinza marinho para este termo de serviço.
Foi depois da guerra que o presidente Harry Truman disse ao amigo de muitos anos e governador de Washington Monrad Wallgren que o governo iria leiloar o iate. Wallgren o adquiriu por US$ 18.000 com dinheiro do Departamento de Pesca do estado. Em vez de usá-lo como navio-patrulha das pescas, o governador o utilizou como um barco de recreio e o reformou por mais de US$ 100.000, gastos que haviam sido destinados para salvar a pesca de água salgada.
Ele rebatizou o iate, mudando o nome de Junaluska para o Olympus em uma cerimônia na mansão de Rosario na Ilha Orcas e teve Truman e outras figuras importantes a bordo muitas vezes. Um relatório investigativo sobre a falta de dinheiro descoberta pelo Seattle Post-Intelligencer expôs todos esses fatos, e o novo governador Arthur Langlie prontamente vendeu o iate.
O Olympus, com seu interior em mogno e teca, pode percorrer 3.000 milhas com 6.000 litros de combustível a uma velocidade de 10 nós. O iate pode acomodar oito pessoas em quatro cabines: uma suíte master, suíte VIP, uma de casal e uma de solteiro, todas com banheiro e todas localizadas na popa do iate.
Os quartos de tripulação, que acomoda quatro pessoas, e as instalações de manutenção estão localizadas à frente; uma adega está escondida no chão de um dos quartos da tripulação. A grande sala de jantar formal, salão de beleza, bar e cozinha comercial estão todos em perfeitas condições, bem como o lounge com sua dinette na popa.
Entre os muitos nomes conhecidos que estiveram a bordo deste iate durante charters de luxo estão: Candice Bergen, Bill Ford III, executivo de mídia Barry Diller, ex-prefeito de Los Angeles Richard Riordan, Michael Eisner da Disney, Andy Grove da Intel, Julie Andrews e seu marido Blake Edwards e mais.
Além disso, o iate serviu de lar para Robin Williams durante as filmagens do filme Insomnia, onde ele recebeu seus colegas de elenco Al Pacino e Hilary Swank para jantares. O Olympus também foi usado para transportar governadores para a mansão Medina de Bill Gates durante a Conferência Nacional de Governadores de 2006.
O mundo assistiu em 2008 o lançamento do barco a motor “A”, construído pela Blohm+Voss, na Alemanha. Muito pouco se sabia sobre o projeto ultrassecreto de 119 metros, até que algumas fotos do casco finalizado e os primeiros testes de mar começaram a aparecer em todos os sites e revistas especializados do mundo. Com a assinatura do designer francês Philippe Starck, o iate a motor “A” adentrou em um terreno novo, quebrando muitas barreiras e criando um conceito.
Agora os proprietários do fantástico iate “A”, Andrey e Aleksandra Melnichenko, estão recriando essa história mais uma vez com um projeto ainda mais inovador. Até o momento, tudo o que foi visto eram apenas fotos de paparazzi e suposições de como seria o barco, mas a Boat International obteve acesso exclusivo, sendo a única revista no mundo autorizada a publicar a história por trás de mais uma construção totalmente em segredo da família Melnichenko. Bem vindo a bordo do Veleiro A.
Nada para Andrey Melnichenko é convencional. Este é um proprietário que se deleita em desafiar o status quo, adora ter novos conceitos e principalmente, novas tecnologias em seus iates. O veleiro A tem 142,81 metros de comprimento (é o maior do seu tipo e vem sendo chamado de “iate a motor assistido por velas”). Trabalhando mais uma vez com Philippe Starck, Melnichenko colocou seu time novamente junto para tirar o conceito do papel e transformá-lo em realidade.
Ele escolheu Dirk Kloosterman para ser o gerente de projeto e muito conhecido no meio dos superiates. Kloosterman estava envolvido na construção do iate Rising Sun, de Larry Ellison, antes de aceitar o projeto. Entre os seus desafios, o primeiro foi encontrar um estaleiro que tivesse calado suficiente para receber um barco deste porte. Muitos aceitaram correr o risco de construir algo tão ousado, mas com a compra do estaleiro HDW, em Kiel, Alemanha, pela Nobiskrug, foi criada a oportunidade perfeita para construir o barco.
“Esse estaleiro é perfeito, tem docas largas e calado de que precisamos para o projeto”, disse Kloosterman. “Em março de 2011, assinamos o contrato de pré-engenharia para começar. Estava claro para o estaleiro que queríamos o controle total da operação, inclusive de todas as empresas envolvidas na construção. O controle de custos para um iate a motor de oito andares e com a adição da vela seria um grande desafio para todos”, completou Kloosterman.
Esse projeto nasceu muitos anos antes, mas não tão distante do lançamento do iate a motor “A” em 2008. Naquele ano, os proprietários convidaram oito dos melhores designers do mundo para ouvir suas ideias e criar esse conceito sem precedentes. Inicialmente, o francês Jacques Garcia foi o ganhador, mas preocupado com a direção que o desenvolvimento estava tomando, Melnichenko foi obrigado a recorrer ao seu herói e criador do iate a motor “A”, Philippe Starck. “Estou honrado e feliz por trazer à vida o sonho de qual será o ápice de alta tecnologia e poesia para os proprietários”, disse Garcia.
Desta maneira, a ideia ultrassecreta tomou forma, um barco a motor com três mastros, com potencial para velejar, construído em sua maioria em aço e incorporando compósito de fibra de carbono para manter o peso baixo. Acompanhando a proa alta, as linhas sobem em direção à popa e terminam descendo em três lances distintos. Elas parecem não ter interrupções ou não mostrar qualquer equipamento no deck principal (âncora, janelas que viram terraços etc), mas acredite, eles estão lá escondidos de uma forma muito inteligente. Espantosamente, são 24 portas que se abrem no casco. As janelas ovais do Veleiro A aparentam ser pequenas a certa distância, mas todas tem um efeito específico e são imensas quando vistas por dentro. Durante nossa visita, muitos testes eram realizados no barco, mas um chamou a atenção: uma película era instalada nas janelas para dar maior privacidade aos convidados e deixar tudo da mesma cor metálica feita por Alex Seal.
O tamanho do novo Veleiro A é extraordinário: além do comprimento já mencionado, são 24,88 metros de boca máxima e oito metros de calado. O barco tem oito decks interligados por múltiplos elevadores e diversas escadas em espiral, garagem para quatro tenders e um submarino, além de um heliponto “touch-and-go” (para pousos e decolagem) na proa. Todos os ambientes internos foram desenvolvidos para fluir e serem orgânicos nos detalhes. Embora o iate ainda estivesse em construção na época da visita, acompanhado por Vedder Deutsche Werkstatten, uma coisa não havia dúvida: o espaço interno na área do proprietário é enorme, bem como a área para os convidados e 54 pessoas da tripulação, que cuidarão de uma cozinha profissional com capacidade para suprir a demanda de um hotel cinco estrelas. A equipe servirá ininterruptamente os dois decks superiores.
Em contraste com o volume a bordo do Veleiro A e todas as suas acomodações, uma sala muito pequena será o centro das atenções. Posicionada na quilha central do barco, a área envidraçada subaquática proporcionará momentos únicos.
Para garantir que tudo funcione perfeitamente, o centro hidrodinâmico HSVA em Hamburgo, Alemanha, realizou diversos testes no casco e a unidade Wolfson, na Universidade de Southampton, ficou encarregada dos testes no túnel de vento para determinar a performance em diferentes condições. Esta fase do projeto revelou o comportamento do barco usando as velas, estabilizadores e performance apenas com o motor. A empresa holandesa Marin conduziu os testes finais com o leme e quilhas instalados no protótipo. Com o resultado dos testes aerodinâmicos concluídos, mostrou-se que o ângulo de inclinação será de no máximo 12 graus com 20 nós de vento, contra e 35 nós a favor.
Os mastros e o plano vélico do veleiro A
Três mastros colossais sem stay definem o Veleiro A. O principal tem uma altura de 100 metros acima da superfície da água (maior que o famoso Big Bem). Foi incorporado a ele um sistema elétrico que pode elevar uma pessoa até 60 metros do chão e com certeza será uma das melhores vistas do barco. O escritório de design alemão Dystra&Partners, responsáveis pela criação dos mastros do Falcão Maltês, foi a escolha óbvia para desenvolver o sistema no Veleiro A. Por ser um barco a motor assistido por vela, a relação entre a área vélica e o deslocamento do barco são menores do que o comum. Dykstra otimizou o plano vélico com velas curvas, utilizando muitas técnicas aerodinâmicas que permitem os mastros girarem até 70 graus.
Curiosamente os mastros são curvos. “Quando começamos a desenhar as velas com seu design distinto, as características dos mastros apontam para a popa e, por uma questão de estilo, queríamos que elas ficassem perfeitamente alinhadas com as linhas do barco”, disse Mark Leslie, da Dykstra. Velas deste tamanho, precisam de enroladores capazes de lidar com tamanho peso e tem um ângulo correto de instalação. Dkystra desenhou a curva da vela para receber os enroladores para que eles funcionassem sem problemas tanto com o vento a favor, como contra.
A Magma Structures, com sede em Portsmouth, Inglaterra, foi a responsável em criar os mastros em fibra de carbono, pois é o único material capaz de suportar a carga e a tensão, de acordo com o especialista Damon Roberts, que acabou criando um desafio para sua equipe. “Desde que este projeto foi concebido com este tamanho, não tivemos respostas fáceis ou soluções tradicionais para o que iremos fazer”, disse. A equipe calculou a flexão na base do mastro utilizando o cálculo em cima dos números da velocidade máxima do vento contra. “A tensão que o material admite e os fatores de segurança foram imprescindíveis para atender aos requisitos estruturais de projeto”, acrescentou Roberts. A carga de flexão na plataforma do mastro principal, por exemplo, é cerca de duas vezes e meia maior do que uma asa de avião Dreamliner e cerca de duas vezes que a do Falcão Maltese, que até então era o dono dos maiores mastros já construídos com essa especificação. Dito de outra forma, os mastros podem resistir a 90 nós de vento com vela aberta completamente (equivalente a um furacão de categoria 2), ou dois ônibus de dois andares pendurados a partir da ponta de cada um.
A Magma construiu os mastros de forma convencional com molde e contra molde usando um laminado de fibra de carbono e epoxy. Cada um deles foi fabricado em quatro grandes sessões, utilizando 370 camadas de carbono. Para ter a forma correta, a empresa desenvolveu um software para monitorar e controlar a secagem três vezes ao dia e também incorporou uma rede de sensores de fibra ótica, realizando em tempo real o monitoramento de segurança, histórico de flexão, condições reais dos mastros e para aumentar a performance durante a velejada.
Velas e retranca
A área vélica total do Veleiro A é de 3.747 metros quadrados ou o equivalente a um campo de futebol, e é 67% maior do que a do Falcão Maltess (2.370 metros quadrados). Ao invés de utilizar diversas velas pequenas, o Veleiro A utiliza uma peça única de 1,464 metros quadrados que enrola dentro da retranca com um simples apertar de um botão, não é necessário tripulação para realizar essa operação. O comprimento total de fibra utilizado na vela é de 754 milhas.
As velas foram concebidas pela Doyle Sails USA e combinam carbono com fibra Technora, cobertas com taffeta (seda fina brilhante e tecido sintético) para proteger dos raios UV.O truque foi determinar as cargas de compressão nas ripas e, em seguida, projetar uma extremidade interna suave capaz de enrolar de forma confiável, mas ao mesmo tempo lidar com o impulso para a frente das ripas sem rasgar.
A tecnologia dos vidros
A alemã GL Yachtverglasung (GLY) desenvolveu os vidros, incluindo a mais longa peça curvada já construída, pesando 1,8 toneladas e medindo 15 metros. “O designer queria criar um visual mais limpo possível, sem nada segurando o vidro. O único jeito era criar as grades de sustentação de vidro”, disse Kloosterman.
Outros dois vidros enormes são encontrados no sétimo deck, com 11 metros de comprimento, e para frente do convés do proprietário, com 14 metros de comprimento. A GLY também foi responsável pelos três vidros elípticos que formam um observatório na quilha do barco. Usando uma técnica especial (GLY MarineCobond), criou-se camadas durante a laminação e, assim, reduziu a espessura do vidro e o peso em até 50% em comparação aos vidros tradicionais.
Mas isso não era o suficiente. O gerente de projeto exigiu que ao menos dez testes fossem feitos e a equipe se dirigiu para um local com 120 metros de profundidade na Alemanha e mergulhou a cápsula até o fundo para atingir diferentes pressões. Foi aprovada sem nenhum susto.
Propulsão do Veleiro A
Uma das partes mais importantes do design era manter o peso total o mais baixo possível e escolha da propulsão era um ponto importante. Para atingir esse objetivo e, principalmente, as velocidades de 16 nós em cruzeiro e 21 em velocidade máxima em silêncio, a solução veio de um sistema nunca instalado em um barco de passeio: uma combinação de um sistema personalizado a diesel/elétrico. Construídos com o conceito básico de barcos fluviais, a E-MS em Hamburgo desenvolveu o sistema e a MTU em parceria com Vacon e DEIF levaram isso adiante.
Foram utilizados geradores de velocidade variável. Isto significa que pode-se tirar mais energia do gerador, pois a rotação máxima de 2.050 rpm é atingida, gerando 2.800 kW. “A vantagem é que ao invés de utilizar cinco geradores, usamos quatro e poupamos muito peso, custo, instalação, operação e manutenção. Os geradores também podem trabalhar a 1.050 rpm quando o barco estiver menos carregado, graças ao Superimposed System Controler (SSC), ou na tradução livre, Sistema Controlador de Sobreposição, que calcula constantemente e otimiza as velocidade, determinando a melhor combinação para a linha de geradores”, detalhou Kloosterman. “Por exemplo, o SSC pode calcular que a uma certa carga, pode ser mais eficiente utilizar dois geradores a 1.200 rpm ao invés de um a 2.050 rpm. Combinando os dois em baixas velocidades de rotação, podemos reduzir barulho, vibração, consumo de combustível e o tempo de uso do equipamento, aumentando o período de manutenção de cada um de 15 mil para 30 mil horas”, completou Kloosterman.
O par de hélices do Veleiro A é impulsionado por motores MTU 20V 4000 ML73 a diesel, por motores elétricos ou uma combinação dos dois, feita por embreagens e caixas de velocidade. O mesmo propulsor elétrico também pode ser utilizado como gerador de velocidades nos eixos, reduzindo o consumo quando o barco navegar com o uso dos motores principais. “Temos uma grande variedade de propulsão embarcada que é alterada conforme o uso do barco. Os sistemas são bem flexíveis e eu acredito que esse será o futuro da navegação”, finalizou Kloosterman.