O designer e artista George Lucian é famoso por sua série de extraordinários conceitos de superiates, incluindo o Roswell de 65 metros, o Projeto Origami, um megaiate à vela inspirado na arte do origami e embarcações tradicionais asiáticas de 100 metros, bem como o conceito de 140 metros Dare to Dream, o superiate de transporte aéreo. O designer agora quer surpreender o mundo dos iates com outro conceito, o superiate Fata Morgana, de 70 metros.
Por causa da preocupação geral da indústria com questões ambientais, por exemplo, nove grandes marcas de superiates recentemente assinaram redução de pegada de carbono, o conceito foi intencionalmente projetado para aumentar a conscientização sobre as mudanças irreversíveis que ocorrem no Ártico.
O iate explorer de 70 metros foi projetado para navegar e fazer charter nas áreas árticas, incluindo a Passagem do Noroeste, que é uma via marítima composta por uma sequência de estreitos no norte da América, acima do Círculo Polar Árctico, e devido às mudanças climáticas e ao derretimento das calotas polares é muito mais fácil de navegar. O iate Fata Morgana terá um casco classificado para navegar no gelo, para poder navegar nas águas do Ártico.
O Fata Morgana pretende encaixar-se perfeitamente na paisagem ártica, com sua proa que assemelha-se a uma formação rochosa parcialmente coberta de neve e a popa, que possui uma estrutura em vidro correspondente a icebergs. Além disso, de longe, o superiate Fata Morgana pode parecer uma ilha, assim como o nome dele sugere, referindo-se a uma forma complexa de miragem superior, descrita nas velhas lendas de marinheiros.
A estrutura de vidro do iate acomoda o salão principal e as cabines VIP, oferecendo vistas panorâmicas do céu e dos arredores. O resto do dele conta com características de superiates, oferecendo acomodação para até 12 pessoas e 18 tripulantes.
O iate viria equipado com uma piscina ao ar livre, um telescópio/observatório, logo acima do bridge deck, e um heliponto. Além disso, o Fata Morgana deve estar equipado com dispositivos que monitorem constantemente a temperatura e a composição do oceano e a transmitam às organizações internacionais envolvidas.
Tecnicamente, o superiate teria um alcance de 7.000 milhas náuticas e também seria capaz de navegar assistido por um kite para viagens de longa distância.
No entanto, apesar das mensagens sofisticadas que pretendem levar e da atenção propagada pelos membros da comunidade de iates e entusiastas, nenhum dos conceitos do designer foi de fato construídos até então. Assim, muitas vezes considerado mais arte do que construções em potenciais, existem muitos projetos de superiates que nunca foram construídos.
A Yamaha acaba de anunciar a tão esperada linha WaveRunner 2020, que vê a reintrodução de vários modelos populares e o lançamento de novas opções de cores e grafismo para toda a linha.
Após o lançamento bem-sucedido da série FX WaveRunner em 2019, que incluiu os primeiros monitores touchscreen e cascos redesenhados para melhor desempenho, a Yamaha agora oferecerá os cinco modelos FX também na linha de luxo.
Glen Vartiainen, Gerente de Produtos para Veículos Aquáticos na Austrália, afirmou: “A nova Série FX provou ser extremamente popular entre os pilotos experientes que exigem o melhor em luxo, as mais recentes tecnologias e um potente motor de 1.8 litros”.
FX Limited SVHO
“Este ano, adicionamos o FX Limited SVHO (Super Vortex High Output) à série, para dar aos nossos clientes ainda mais opções, com este modelo equipado com cunhos adicionais e um em acabamento preto e azul”.
Na linha de corrida da Yamaha, os modelos supercharged GP1800R e VXR agora terão cascos semelhantes, e com isso a marca decidiu que os dois modelos carregarão o nome GP1800R. Sendo assim, eles serão chamados de GP1800R SVHO (Super Vortex High Output) e GP1800R HO (High Output) respectivamente.
GP1800R SVHO
A linha VX mais uma vez contará com o VX Cruiser HO (High Output) de 1,8 litros, lançado pela primeira vez na Austrália em 2019, e que tem sido um grande sucesso no mundo todo. Os modelos VX Cruiser e VX Deluxe também retornam em 2020, com os motores TR-1 High Output de um litro.
VX Cruiser HO
Para fechar, a linha 2020 da compacta série EX, resistente e altamente responsiva terá a reintrodução do EX Deluxe, que vem com o sistema de controle de aceleração duplo RiDETM da Yamaha, bem como o EXR “pocket rocket” e modelos EX mais acessíveis.
EX Deluxe
Glen declarou: “Para apoiar os nossos modelos WaveRunner 2020, desenvolvemos kits de acessórios adicionais novos e inovadores em toda a linha e novas peças de vestuário da Yamaha. Mais detalhes serão divulgados em conjunto com o lançamento oficial dos modelos WaveRunner 2020, no final de 2019”.
“Com uma excelente mistura de modelos, preços e variações de cores, de brilhantes e vibrantes a escuras e furtivas, existe um modelo para todos os gostos, níveis de experiência e desejo. Combinando isso com a lendária reputação da Yamaha por confiabilidade, motores construídos especificamente e excelente revenda, esperamos grandes coisas a partir de 2020”, disse Glen.
2019 tem sido um ano muito agitado a Benetti Yachts, com diversos lançamentos e entregas desde o início do ano, mas não para por aí. O estaleiro italiano irá apresentar pela primeira vez ao público dois desses novo superiates, sendo eles o M/Y Bangadang e o M/Y Aslan. Os iates estarão expostos no Cannes Yachting Festival, que acontece de 10 a 15 de setembro.
Benetti M/Y Aslan
O BD107 M/Y Aslan, que é a sétima unidade Delfino 95 e é o primeiro a ser feito com casco azul. A simplicidade das cores e materiais utilizados conferem a esta unidade originalidade e elegância. As cores alternadas de branco, azul e vermelho e o uso de materiais como a teca criam um elo entre o estilo altamente personalizado do iate e o mundo dos veleiros, que é onde o dono tem sua bagagem.
Os interiores foram criados pelo departamento de design de interiores da Benetti, sob a orientação do proprietário, e o resultado é um iate que enfatiza o estilo de vida a bordo, aproveitando o mar.
O deck principal possui uma bela área de estar, onde as cores dominantes são azul e branco e o piso é dividido entre carpete e teca. A ênfase do proprietário na simplicidade também é aparente nos tecidos finos usados para os sofás e cadeiras, como os usados para os revestimentos de parede, que são da Loro Piana.
M/Y Bangadang
M/Y Bangadang
O iate M/Y Bangadang é a oitava unidade da linha Fast 125 e foi entregue no final de julho. O design exterior foi criado por Stefano Righini, enquanto o interior possui acabamento em eucalipto criado pelo estúdio britânico RWD.
As principais características a bordo do Bangdang incluem uma garagem para tender com acesso lateral, um amplo beach club com bar e jacuzzi. O iate tem acomodação para 11 pessoas em cinco cabines, incluindo a cabine master, que possui a extensão total da boca e está localizada no deck principal. Três cabines duplas e uma com duas camas de solteiro compõem o resto das acomodações. A área da tripulação, no deck inferior, tem capacidade para uma equipe de sete pessoas.
A Yachting Developments divulgou pela primeira vez os detalhes completos do seu maxi iate de 39,5 metros, construído para a pesca. O iate Lanakai foi entregue pelo estaleiro neozelandês em 2018 e é a maior embarcação de pesca construída totalmente em fibra de carbono do mundo. Combinando características impressionantes de desempenho, um extenso inventário de equipamentos de pesca e um interior elegante e confortável, ele é um iate que chama muita atenção.
As principais características do Lanakai incluem uma ampla variedade de equipamentos de pesca, um cockpit customizado, um interior elegante e contemporâneo; um estabilizador giroscópico da VEEM; velocidades rápidas, controle e manobrabilidade; e extenso espaço de armazenamento a bordo.
“Lanakai é uma embarcação impressionante em muitos níveis – é difícil entender o tamanho e a escala do barco quando ele é visto à distância porque todos os detalhes e linhas estão em harmonia com o estilo”, diz Ian Cook, Diretor Administrativo da Yachting Developments. “Não é até que você esteja realmente a bordo que você percebe a grande escala da embarcação e os numerosos elementos de design que se juntaram para chegar nela”.
Os proprietários trabalharam com a equipe interna do estaleiro e a Naylor Booth Associates para criar um interior com toques náuticos, usando uma paleta de azuis, cremes e nogueira manchada, e as grandes janelas garantem a iluminação natural durante o dia. A arte contemporânea e a fotografia em preto e branco voltada para a pesca – grande parte do fotógrafo Zane Gray – estão penduradas em todo o iate, incluindo bares e cabines para convidados.
O maxi iate possui acomodação para dez pessoas, com a master tendo a largura total da boca, uma VIP, uma dupla e uma com duas camas rebatíveis. Os espaços para convidados incluem o grande salão principal, que possui área de estar (com armazenamento para equipamentos de pesca por baixo), uma mesa de jantar completa, sistema de entretenimento, bar e acesso à cozinha moderna.
O segundo espaço interior que chama a atenção é o skylounge, projetado para relaxar e socializar. Ele possui um bar totalmente equipado, uma mesa e assentos confortáveis. Uma tela pop-up garante a privacidade, podendo dividir o skylounge do posto de comando.
O cockpit possui bordas e acabamentos suaves para garantir a facilidade de movimentação em torno do espaço sem que as linhas enrosquem em algum lugar, o que é muito importante em embarcações deste tipo. Ainda no cockpit há três grandes tanques de isca viva, grandes tubos de atum, um freezer 1.000 litros, que pode ser preenchido com gelo para armazenar peixe fresco, e uma churrasqueira. Uma grande sala de jogos pode ser acessada pelo cockpit e oferece muito espaço para equipamentos de pesca e mergulho, além de acesso direto à casa de máquinas.
Outros espaços ao ar livre incluem a praça de popa, no deck principal, com área de jantar ao ar livre e assentos reversíveis. O flybridge possui um segundo posto de comando completo e uma área de estar. Na proa há espaço para armazenamento de brinquedos e tenders.
O Lanakai está equipado com dois motores MTU 4000, com 3.150 hp cada, além de também propulsores Trac de 120hp e 90hp, dois geradores Kohk de 80kw. O desempenho é uma das principais características do iate. “A decisão posterior de instalar um VEEM Gyro foi crucial, ele realmente faz o barco, oferecendo excepcional estabilidade em condições muitas vezes desafiadoras”, diz o capitão Danny Bos. “O barco é tão leve, longo e estreito que uma boa estabilização foi essencial”.
O novo superiate do estaleiro iataliano Baglietto foi submetido aos primeiros testes de mar, após seu lançamento no início do mês passado. O M/Y Severin°s será apresentado fará sua estreia mundial durante o Monaco Yacht Show 2019, que acontece de 25 a 28 de setembro.
Novo integrante da T Line da Baglietto
O novo casco de 55 metros faz parte da linha tradicional da Baglietto, também conhecida como T Line, que foi projetada por Francesco Paszkowski Design.
As linhas suaves e elegantes da embarcação refletem o estilo tradicional italiano do estaleiro e, juntamente com as aberturas e saídas de ar laterais, incorporarão as características estéticas distintas da marca Seagull. Francesco Paszkowski projetou o interior aconchegante do superiate em colaboração com a arquiteta Margherita Casprini.
O layout, que é configurado perfeitamente para o charter com um total de seis cabines, foi desenvolvido a partir de uma parceria entre o cliente e as equipes da Baglietto e o estúdo Francesco Paszkowski Design.
O deck principal é totalmente dedicado à família. Ele conta com uma grande suíte master com uma cama central, um escritório e um closet. Duas cabines para membros da família também estão no mesmo deck. O lobby central possui um elevador panorâmico em mármore que dá acesso aos três decks. O salão principal oferece uma área de entrada e saída com um espaço elegante cercado por uma janela de vidro que pode ser completamente aberta. A área de jantar tem uma mesa redonda central que completa o layout do deck principal.
No deck inferior, há duas cabines para convidados e a área da tripulação fica ao lado da cozinha profissional. A área destinada à tripulação incluem um refeitório e seis cabines, todas com banheiros privativos. A cabine do capitão fica no andar superior, ao lado do moderno posto de comando, que possui um sistema integrado fornecido pela Telemar.
Mais uma cabine de convidado está localizada no deck superior, que tem um espaço multifuncional equipado com um sofá e duas camas rebatíveis. Esta área pode facilmente tornar-se uma sala de jogos ou uma sala de massagem, conforme necessário. O layout interior é completo com uma sala de esta e uma mesa de jogos. Na parte externa, ainda do deck superior, há uma mesa de jantar para dez pessoas com um bar e área de relaxamento localizado na popa.
O sundeck possui incríveis 150 metros quadrados inteiramente dedicado ao aproveitamento do espaço ao ar livre. A popa oferece um grande solário com espreguiçadeiras independentes, enquanto uma área de relaxamento está localizada sob as sombras do hardtop. As duas mesas pop-up podem transformar esse espaço em um local de jantar aconchegante. Há também uma piscina e bar neste deck.
A disposição do tender e dos brinquedos na proa permite que o beach club ganhe ainda mais espaço. O beach club possui 55 metros quadrados, compostos por uma sauna , bar e uma área adicional perfeita para uma academia e spa.
O M/Y Severin°s está equipado com dois motores Caterpillar DITA 3516C, que o impulsionam a uma velocidade máxima de 17 nós e velocidade de cruzeiro de 12 nós.
Para definir o superiate Solandge, comece com a palavra “exuberância”. A palavra parece ter sido emprestada do francês e do latim especificamente para ele. Existem superiates bacanas, de ponta, minimalistas, estilosos, ou seja, a ambientação de cada um implica no seu rótulo. Mas cada centímetro dos 85 metros do Solandge torna claro que você está se divertindo, cada elemento remete a como aproveitar a vida ao máximo. E não é por acaso.
Segundo Richard Masters, gerente de operações do projeto, o design do Solandge passou por um longo período de maturação. “Os proprietários tinham um outro Lürssen menor que compraram usado e reformaram. Quando eles decidiram construir seu próprio iate no Lürssen, assinaram um contrato, em 2007, que estabelecia que o projeto deveria estar concluído até 2010, o que lhes deu muito tempo para refinarem suas ideias”, conta. “Eles conheceram e estudaram muitos iates nesse meio tempo, suportados por uma equipe especialmente montada para ajudar o estaleiro a viabilizar seus planos”, complementa Masters.
O Solandge é quase 20 metros mais longo e um metro mais largo que seu antecessor e oferece um camarote a mais para convidados e uma suíte VIP da largura da boca de tirar o fôlego. Mas como o engenheiro-chefe Travis Ludbrook enfatizou, “os avanços tecnológicos durante estes anos que se tornaram disponíveis para a nova construção fizeram uma tremenda diferença”.
Além de detalhes no design e da insistência em privilegiar o conforto a bordo, som e vibração foram duas questões chave na engenharia do projeto. Os níveis de decibéis foram parte das exigências do contrato, algo que Masters gosta de citar porque o estaleiro superou a exigência em 20% em alguns lugares. “Foi uma vitória, motivo de orgulho para os rapazes do estaleiro em Rendsburg”.
O Solandge é baseado em um moderno casco de 80 metros e com uma plataforma de engenharia semelhante aos superiates Phoenix 2, Ace e Quattroelle, produzidos pela Lürssen. “A equipe do estaleiro é excepcional. Se encontrarem algo que acham que é uma melhora, seja um material ou um processo, eles adotam imediatamente”, garante Masters. O desdobramento e a redução das escadas de popa, uma adaptação das utilizadas no Quattroelle, são um bom exemplo.
Por definição, todos os iates personalizados apresentam a visão do proprietário. Em um iate de mais de 60 metros de comprimento, é preciso ter cautela para não se cair em um conservadorismo repetitivo ou, pior ainda, em uma confusão que vai além do ecletismo. O Solandge é inocente em ambas as abordagens. Tanto Masters como Aileen Rodriguez, a designer de interiores, começam sua descrição do processo de criação do superiate com a frase: “O proprietário tinha uma visão”. Isso pode parecer até um eufemismo que se desfaz quando eles complementam: “Eles queriam cores brilhantes!”.
Mas talvez seja melhor começar do começo. O projetista Espen Øino foi convidado a criar um barco com um perfil baseado na experiência dos proprietários com o navio anterior. Isto incluiu que todas as suítes para convidados ficassem no deck principal, além de um enorme salão e um deck para os proprietários acima.
No entanto, durante o período de design do projeto, Øino revelou ficar claro que eles estavam dispostos a exceder os limites e explorar inovadoras formas de exteriores. Portanto, o produto final é uma mistura de formas leves e linhas fortes e agressivas; linguagens opostas, mas complementares, que geram energia. Segundo ele, as curvas estão principalmente nos planos longitudinais com as bordas duras na transversal. Na pintura exterior, a linha branca mais forte enfatiza e a listra branca mais fraca reduz visualmente os enormes contornos do iate na popa, fazendo-a não parecer um “paredão formidável” para nadadores ou para aqueles embarcando pelos tenders.
A segunda determinação do briefing foi criar muitos lugares para familiares e convidados curtirem juntos ou descansarem em paz. A saída de Øino foi dar a cada deck e a cada espaço uma função distinta, além de criar móveis e estruturas como suporte, tais como bares, buffets, lounges, piscina e duas banheiras de hidromassagem. Com tanto espaço para trabalhar, ele incorporou, ainda, um cinema e uma discoteca, com uma estação para o DJ no topo do deck, uma sala interior/exterior para fitness, uma área abrigada para festas e recepções na popa de um dos decks e uma área de estar privada, ao ar livre, em frente à suíte dos proprietários. O Capitão Maxx Ainsworth acrescentou: “Fomos capazes de fazer caber ainda uma substancial garagem para tenders, um centro de mergulho completo e uma sauna à popa com acesso à plataforma de mergulho”.
Rodriguez, a designer de interiores, tem escritório em Fort Lauderdale, na Flórida. Ela trabalhou no refit do iate anterior dos proprietários e estava também desenhando com eles o projeto de uma residência na região. “Por causa dessa proximidade, pude mostrar os desenhos e materiais e saber quase imediatamente se estava no caminho certo, em vez de passar meses montando amostras que jamais fariam parte do projeto para serem apresentadas”, conta.
Superar os limites era também uma exigência para o interior do iate, tanto no escopo quanto no detalhe. Para conseguir uma área de convivência plana e aberta no deck principal, o espaçoso deck de popa abriu-se para um salão multifuncional de mais de 172 m², sem uma única viga. Rodriguez fez uma seleção cuidadosa dos objetos interiores, mobiliário e obras de arte, inclusive chegou a viajar para Veneza para garimpar peças de cristais Murano nos ateliers dos artistas. Como resultado, há uma impressionante coleção de instrumentos musicais em Murano no salão. “A cor dessas peças artísticas tornou-se a paleta para o salão inteiro e a música, o seu tema”, conta Rodriguez.
Dois painéis deslumbrantes na entrada do salão, do chão ao teto, definem bem o tom exuberante e alegre da fantasia chamada Solandge. Eles são de quartzo de ametista com luzes backlit em LED. A pedra foi cortada em tiras finas, coladas como um mosaico e depois prensadas entre vidros transparentes. Ao olhar até a porta, de um lado, vê-se um piano Bechstein e, do lado oposto, uma mesa veneziana. Ao final, há um grande bar com piso em ametista e ônix mel, que faz uma espécie de fronteira com o piso de madeira.
Em frente ao bar há uma confortável sala de estar e, em seguida, uma comprida mesa de jantar maciça, inteiramente sob lustres Schonbek com pingentes de ametista e cristais de quartzo rosa, ordenadamente dispostos para não assustar. Em frente à sala de jantar há uma sala de estar muito mais equipada, com uma lareira e uma tela de TV “escondida” atrás de um quadro de um músico. Estes são apenas alguns dos inúmeros locais multimídia ao longo do iate, que é inteirinho servido por wireless e preparado para karaokê. Aliás, os proprietários encarregaram seu engenheiro para descobrir e instalar no Solandge um equipamento high-end de karaokê, usado nos melhores clubes do gênero no mundo.
O iate é dividido no seu eixo por um lobby, dominado por uma escultura de 15 metros iluminada, que passou a ser conhecida como “a árvore da vida”. Foi um pedido do proprietário, que desejava algo que corresse por toda a altura do iate desde o deck inferior. Feita na Califórnia, a escultura contém 1.423 pontos de luz e está cercada por um magnífico corrimão de aço inoxidável e couro que ancora uma escada flutuante.
Entre os detalhes escolhidos pelos proprietários estavam os revestimentos de madeira. Eles selecionaram em torno de 25 e deixaram que Rodriguez determinasse seu uso. Assim, quanto mais você sobe no iate, mais claro fica o tom dos revestimentos de madeira. Por exemplo: a textura e a justaposição de tons claros e escuros no salão principal remete um pouco ao estilo Biedermeier, mas apenas como pano de fundo. O mesmo ocorre com as peças de mobiliário, com brocados e franjas douradas que fazem uma boa ponte entre os séculos. Mais à frente do lobby, os camarotes de hóspedes são em estilo mais moderno, cada um em uma cor diferente. Um deles pode ser convertido para um escritório, tal como acontece com a suíte VIP, que pode ser tanto um camarote com um lounge como dois camarotes separados. Cada metade tem bastante espaço, mas a suíte “VIP total”, com suas grandes janelas, closet e banheiro, é tão confortável quanto a suíte máster dos proprietários. Isso só até você ver a suíte máster no deck acima.
No deck do proprietário, os aposentos – do tamanho da boca e com 180o de visão para a proa – incluem um escritório particular, um closet e banheiro para ele, um closet e banheiro para ela, um pequeno lounge ao ar livre e uma jacuzzi. Aliás, todas as jacuzzis a bordo são grandes cubas de madeira sobre o piso revestidas em mosaico. A água que eventualmente transborda escoa por um inteligente rebaixo na teca. Isso mantém a jacuzzi e seu entorno sempre seco e sua estrutura alta garante a privacidade.
Voltando para o interior da suíte do proprietário, há um lounge bem casual na popa com uma lareira, decorado em tema náutico em cores semelhantes às do salão superior. O mobiliário em estilo italiano, feito sob medida, inclui uma pequena mesa e cadeiras, uma escrivaninha feminina com tampo em couro e diversas gavetas, além de um conjunto de painéis retroiluminados pintados à mão retratando temas do Jardim do Éden.
Já os convidados podem “entrar no Éden” e desfrutar de coisas como um spa com instalações de alto nível na popa do deck do posto de comando. Entre as suas amenidades estão uma sauna quente e outra a vapor, uma sala de massagens e um salão de beleza, conectando-se ao fitness center e à piscina externa. Uma parede de vidro em forma de bolha que muda de cor fornece a privacidade necessária para as sessões de massagem. Tudo isso cria um completo mini spa resort.
O espaço externo para a convivência geral é grande e multifuncional, conforme o desejo dos proprietários. Há uma espécie de lounge em estilo praia-chique, com assentos em forma de “U” sob uma tenda drapeada. Ao centro do deck, há um bar em formato de ferradura, com detalhes em mosaico dourado, enquanto mais a estibordo há uma romântica plataforma, do tamanho de uma cama king-size, decorada com uma estrela cenográfica acima. Com este espaço aberto, ligado no modo de “entretenimento completo”, o deck está preparado para receber tranquilamente cerca de 60 pessoas para uma festa de ano novo, por exemplo. Os convidados podem ainda se esbaldar na pista de dança que surge sob a piscina. “A ideia de uma pista de dança de acrílico foi fácil de imaginar”, admitiu Masters. “Mas depois tivemos que descobrir como fixá-la, armazená-la, e, obviamente, como instalar um corrimão para ninguém cair. Demos um jeito e criamos uma pista de dança flutuante única, que ainda pode ser iluminada nas festas”, contou.
“Grandes espaços abertos de convivência são a tendência atual para os decks externos, que refletem a preocupação com o bem estar dos convidados”, afirma Øino. “Organizar espaços para se sentar e conversar, comer, beber e aproveitar a vida tornou-se o fator mais importante. O mobiliário externo do Solandge é complexo e incorpora certos recursos e iluminação nas bordas para permitir que o entretenimento aconteça espontaneamente”, complementa o projetista.
Outra preocupação foi sobre como otimizar os serviços a bordo. O resultado não poderia ter ficado melhor, pois no Solandge eles são excepcionais. “Os proprietários se preocupam com o serviço, mas eles se preocupam ainda mais com o bem-estar de seus tripulantes e respeitam suas necessidades”, diz Masters. Só para se ter uma ideia, 11 membros da tripulação vieram com Ainsworth, o capitão do barco anterior, incluindo duas irmãs, um pai e um filho. Os acessos da tripulação por todo o barco são amplos e inteligentes. Ninguém precisa se espremer para passar pelo outro com uma carga da lavanderia ou de suprimentos. Os atendentes, por exemplo, tiveram liberdade para planejar a localização de todos os suprimentos e utensílios de trabalho em cada deck, assim, nenhum tempo é desperdiçado na correria até uma despensa central. O Solandge é o primeiro Lürssen com passagem da tripulação pelos dois níveis da sala de máquinas e isto claramente aumentou a eficiência e eliminou os congestionamentos nos horários de pico. Os engenheiros têm uma sala de trabalho dedicada a eles e separada da sala de controle, há uma outra sala de reuniões no centro de mergulho e um escritório para o chef e a governanta junto à área da tripulação, em frente à cozinha, desenhada pelo próprio chef, com recursos que permitem fazer de tudo, de chocolates e bolos artesanais a grandes quantidades de sorvete.
Na parte mecânica, o Solandge é semelhante ao seu irmão mais velho, o Quattroelle. Porém, o padrão Lürssen é tão perfeccionista que Ludbrook especificou um dessanilizador adicional com tanque próprio de armazenamento. “São 15 toneladas de água apenas para lavar o barco”, revela ele.
Percebe-se também o cuidado no planejamento do layout interno. As copas são grandes e inteligentemente integradas à circulação interior e exterior da tripulação por bombordo. Um elevador exclusivo para a tripulação otimiza o tráfego de pessoas e itens. É possível trazer vinho da adega de 500 garrafas para o deck em poucos minutos. Os hóspedes têm seu próprio elevador, para nove passageiros. Ludbrook ressaltou que os três geradores permitem que os engenheiros possam combiná-los para gerar energia com mais eficiência, enquanto um transformador dedicado de 115V na proa cria ondas senoidais puras para abastecer carregadores de iPads, telefones e demais equipamentos eletrônicos trazidos a bordo pelos inúmeros convidados e clientes de charter e para suprir a sempre crescente coleção de aparelhos mirabolantes usados pelo chef.
Refletindo sobre o projeto como um todo, desde o detalhamento à sua conclusão, Rodriguez recorda que os proprietários queriam que cada centímetro deste navio fosse especial e que tivessem um significado. “É difícil projetar 85 metros de ‘especial’, mas nós realizamos isto para eles de forma muito controlada. Acho que o sonho deles virou realidade”. E de uma alegria imensa.
Com a incrível Côte d’Azur como cenário, o Ferretti Group apresentará dois novo modelos de duas de suas marcas, a Ferretti Yachts e a, recém adquirida, Wally. Além disso, o grupo levará mais 25 embarcações ao Cannes Yachting Festival, que acontecerá entre os dias 10 e 15 de setembro.
Fazendo sua estreia mundial no La Croisette estarão a Ferretti Yachts 720 e o 48 Wallytender. Os visitantes também poderão conhecer de perto dois iates que foram lançados no início do ano em Veneza e Miami, a Custom Line 106 e Riva 90 Argo, respectivamente.
Ferretti Yachts 720
Entre as embarcações que estarão expostas estão a Ferretti Yachts 920, a 850, a 780, a 670 e a Ferretti Yachts 550. A Pershing apresentará as famosas 9X e Pershing 8X, além da Pershing 108 e da 70.
Pershing 8X
Também estarão lá parte da extensa linha dos iates luxuosos da Riva Yacht, sendo eles a Riva 110 Dolce Vita, Riva 100 Corsaro, Riva 88 Domino Super, Riva 76 Bahamas, Riva 66 Ribera, Riva 56 Rivale e a Rivamare. O Ferretti Group ainda levará a Custom Lines Navetta 42, a Itama 62 o 52 Wallypower
A Amels Yachts disponibilizou um vídeo que mostra a construção em timelapse do superiate Amels 220, conhecido como Aurora Borealis. O iate de 67,1 metros foi entregue no mês passado, marcando a última entrega do estaleiro holandês, que entregou quatro novos iates da linha Limited Editions, além de três novos projetos.
A diretora-gerente da Amels, Rose Damen, disse que a entrega do Aurora Borealis marcou o fim de “uma de nossas temporadas mais movimentadas de todos os tempos. Estamos muito satisfeitos em ver nossos novos proprietários de um Amels desfrutando de seus iates entregues como prometido”, disse ela.
O evento contou com a presença da equipe de projeto da Amels, juntamente com a equipe do proprietário, incluindo o capitão Paul Bickley e o broker da Fraser, Antoine Larricq, que atuaram como representantes do proprietário durante a construção.
Foto: Tom van Oosanen para Amels
Larricq disse no evento: “Todo mundo está realmente impressionado com a facilidade deste projeto. Esse é o resultado de todas aquelas horas de trabalho e reuniões, corte de materiais, seleção de bolinhas de gude e agora estamos dentro do prazo. ”
O design exterior do superiate foi criado pelo designer britânico Tim Heywood e baseia-se no design do Amels 212. No entanto, o Amels 220 possui decks alongados e uma plataforma de mergulho de 65 m² e um beach club.
Foto: Tom van Oosanen para Amels
O design de interiores personalizado foi criado pela Winch Design. A acomodação é para um total de 14 pessoas em sete suítes, incluindo uma cabine master no deck principal, duas suítes VIP no bridge deck e mais quatro cabines para convidados no convés inferior.
Entre algumas das características especiais estão um elevador de acesso para todos os decks, uma sauna, spa e uma academia totalmente equipada, bem como uma garagem para tender espaçosa o suficiente para abrigar dois barcos de apoio de oito metros.
A Heesen entregou o superiate de 49,8 metros anteriormente conhecido como Projeto Boreas. Sua entrega acontece depois do iate passar por diversos testes de mar no Mar do Norte, durante os quais ele atingiu a velocidade máxima de 20 nós.
Anteriormente conhecido como Hull 18650, o superiate projetado pela Omega Architects foi vendido em 2017 para um cliente que é descrito como “um proprietário experiente de sailing iates”.
O iate Erica possui acomodação para doze pessoas, divididas entre seis cabines, incluindo uma cabine para o proprietário, localizada no deck principal, e outras cinco cabines para convidados, localizadas no deck inferior. Já a área da tripulação acomoda uma equipe de até nove pessoas. O proprietário trabalhou junto ao designer Mark Whiteley Design para criar um interior contemporâneo e convidativo.
Composto por um casco de alumínio de deslocamento rápido desenvolvido pela Van Oossanen Naval Architects e uma superestrutura de alumínio, o Projeto Boreas foi criado em cima da plataforma do Nova Plus e herda um perfil exterior do seu antecessor, o superiate Home. Seu acabamento é em cinza metálico, feito sob medida para combinar com o carro do proprietário.
As principais características do superiate Erica incluem um posto de comando no deck superior, que permitirá ao proprietário comandar o iate. Outras modificações incluem a abertura no skylounge.
Ele está equipado com dois motores MTU 12V 2000 M72 e alcança uma velocidade máxima de pouco menos de 20 nós. A uma velocidade de 12 nós, este iate de 499 toneladas brutas terá um alcance de cruzeiro de 3.750 milhas náuticas.
Entre os outros projetos que estão atualmente em desenvolvimento no estaleiro holandês, está o Projeto Cosmos, de 80 metros, que se tornará o maior iate de Heesen até hoje.
Pensando em acontecimentos recentes nos litorais de São Paulo e Rio de Janeiro, e até mesmo no exterior, é muito importante avaliar muito bem a marina antes de escolher uma para colocar seu barco.
Gostaria primeiramente, antes de entrar na questão dos fatos que influenciam na escolha de uma marina, lembrar que:
1) Marinas são empresas prestadoras de serviços e como tal foram criadas para dar lucro.
2) Marinas não são somente estacionamentos de embarcações.
Com isso em mente, depois de adquirirmos a embarcação dos sonhos, talvez seja melhor definirmos quais as reais necessidades para que possamos escolher a melhor marina para o nosso tipo de barco e o tipo de uso a ser dado.
Em geral, os clientes de uma marina estão divididos em duas categorias bem simples: Aqueles que apenas usam a embarcação no dia, saindo de manhã e retornando à tarde (a grande maioria) e os outros que passam alguns dias fora, por exemplo saindo na sexta à noite ou sábado de manhã e retornando no domingo. Pensando neste aspecto é totalmente compreensível que cada categoria terá uma exigência por serviços totalmente diferentes uma da outra.
Em geral, a maioria dos proprietários de embarcações na hora da escolha de uma marina levam em conta o detalhe de posicionamento geográfico, que por razões óbvias conta muitos pontos e a questão da disponibilidade de combustível que também está na linha de frente. Depois de serem analisados estes dois itens, para a maioria a decisão será tomada. É justamente aqui que entram alguns detalhes que podem mudar significativamente a escolha.
Por acreditar que a maioria dos proprietários são apaixonados pelo próprio barco e por barcos de uma maneira geral (confesso que me encaixo nesse grupo também), tenho em mente que a primeira preocupação que deveríamos levar em conta era se a marina prospectada como candidata tem uma apólice de seguro que esteja devidamente ajustada à operação a que se dispõe. Um seguro de incêndio e de responsabilidade civil é o mínimo que se deve exigir àquele que irá salvaguardar o seu “bem”… Sem trocadilhos.
O ideal é sabermos os valores cobertos na apólice para que tenhamos uma ideia da proteção que poderemos ter num imprevisto. A marina que se propõe trabalhar com embarcações de luxo e, portanto, de altíssimo valor deverá ter um seguro na proporção.
Após este importante detalhe, que tal olhar para o pátio de manobras? Os equipamentos de transporte das embarcações, tais como travel lifts, fork lifts, tratores, guinchos e guindastes estão de acordo com o perfil da embarcação? Existem equipamentos para o combate a incêndio? Tente entender o que se passa ali.
Já tive a oportunidade de estar em algumas marinas onde a “bagunça” a céu aberto era tanta que sinceramente fiquei com a plena noção de que se pedisse para descerem qualquer embarcação de que tamanho fosse, a mesma ficaria presa na “teia da desorganização” por pelo menos uma hora. No mínimo é um cartão de visitas não muito agradável que nos leva a pensar que se o pátio é assim como não deverá ser o resto. É melhor fugir dessa.
Outro detalhe importante e que muitas vezes é relegado a segundo plano é a quantidade e qualidade da água doce disponível, não só para adoçarmos os motores mas também para o consumo dentro das embarcações (não para beber, para isso leve garrafas de água mineral). Água salobra ou disponibilizada com muito sedimento é preocupante não só falando tecnicamente mas também do ponto de vista sanitário.
Quanto à área de guarda no seco, verifique as condições da rampa e se for esse o único acesso para a colocação e retirada das embarcações procure saber se mesma poderá ser usada mesmo em condições de marés extremamente baixas. Com relação ao espaço de manobra disponível para a sua embarcação tenha em mente que pequenas batidas costumam ocorrer e geralmente ninguém sabe quem foi. Verifique se o espaço da sua vaga é suficiente.
Mudando agora para a área de atracação, caso a embarcação fique no píer flutuante, certifique-se do estado do mesmo e para aqueles que irão conectar a energia elétrica da marina no barco (shore power), verifiquem o estado da fiação e conexões. É de extrema importância que o “terra” esteja disponibilizado corretamente e que a voltagem seja a mais regular possível. No caso de embarcações deixadas em poitas, procure saber se a mesma está adequada ao tamanho do seu barco e qual a disponibilidade de transporte que a marina oferece para o deslocamento marina/barco e vice versa.
Existem muitos outros detalhes que poderíamos relatar e que influenciam bastante nos diferenciais entre marinas, como por exemplo segurança/vigilância mas acredito que os mencionados acima já dão uma base sólida para a tomada de decisão.
As instalações ditas sociais da marina serão levadas em conta conforme o perfil de uso do cliente, assim como a existência ou não de suporte técnico.
Conforme citei no início do texto, marinas são empresas que buscam lucro e não são somente estacionamentos de barcos. As mesmas procuram se diferenciar umas das outras justamente pelo tipo e qualidade do serviço oferecido, portanto exija que haja conformidade com o que está pagando e o que está recebendo em troca.