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Gerador: item essencial para o seu barco

Item essencial para o seu barco

O gerador marítimo se tornou um acessório fundamental em uma embarcação, afinal, é ele quem vai garantir o conforto de ter equipamentos eletrônicos ligados a bordo, principalmente o ar condicionado

Para instalar um gerador numa embarcação é necessário que ela atenda alguns pré-requisitos, como possuir uma cabine (para funcionar o ar condicionado) e um porão (onde será instalado o equipamento). Geralmente, são barcos a partir dos 28 pés.

Outro item, e talvez o mais importante para a escolha do gerador ideal, é saber quais serão os equipamentos elétricos que o barco possuirá e quais deles serão ligados simultaneamente. “O proprietário poder ter um barco de 30 pés e colocar uma quantidade tão grande de equipamentos elétricos, como micro-ondas, churrasqueira, fogão etc, que para ligar tudo, vai precisar de um gerador maior”, disse Wlamir Fernandes, diretor da Swell Marine, empresa fabricante de modelos nacionais para barcos entre 28 e 40 pés.

A empresa produz dois modelos de geradores monocilíndricos, o 4.0 D e o 7.0 D, especialmente viáveis para lanchas de pequeno porte, já que são mais leves e menores.

Com a alta do dólar, muitos acessórios importados de barcos tiveram aumento considerável de preço, como é o caso dos geradores marítimos. Uma alternativa bastante atraente é procurar modelos nacionais, que também atende todas as normas para o funcionamento de um equipamento náutico no porão de um barco.

Para saber o modelo ideal, deve-se calcular a potência consumida por todos os equipamentos a bordo, como geladeira, churrasqueira e micro-ondas
Para saber o modelo ideal, deve-se calcular a potência consumida por todos os equipamentos a bordo, como geladeira, churrasqueira e micro-ondas

Capacidade de carga

O modelo 4.0 D gera até 3.300 watts de potência em uso de pico e o 7.0 D gera até 6.300 watts, nas mesmas condições. Porém, como qualquer equipamento, é preciso calcular para trabalhar em uso contínuo com até 70% da capacidade. O restante é recomendado reservar para “disparar” (acionar) algum equipamento. “Por exemplo, um ar condicionado de 12 mil BTUs consome, aproximadamente 1.200 watts, mas toda vez que o compressor arma, ele atinge um pico de 2 mil watts ou mais”, detalhou Fernandes.

“E o importante, que muitos donos de barcos não levam em consideração: às vezes, há instalado no barco geladeira, iluminação de LED, bombas de porão e som que funcionam tudo com 12 volt. Porém, no momento em que há um carregador de bateria, ele assumirá o papel e puxará toda a carga do gerador. Nesse caso, não deve considerar nada do que seja 12 volts e tem que somar o consumo em cima dos carregadores”.

As lanchas modernas possuem uma grande quantidade de equipamentos elétricos a bordo (como fogão, micro-ondas e ar condicionado) que geralmente superarão a capacidade dos geradores menores, específicos para esses modelos. Nesse caso, para evitar um gerador de porte exagerado, é importante que o proprietário tenha cuidado de não usar todos ao mesmo tempo.

“Quando o cliente final me pergunta qual o tipo de gerador que deve instalar, eu quero saber o que ele pretende utilizar no barco. Se ele me disser que vai instalar uma churrasqueira elétrica, por exemplo, já recomendo o gerador maior, pois o menor não suportará a carga, independente do modelo do barco”, analisou Fernandes.

O consumo

Um gerador pequeno terá um consumo máximo de combustível de 1.4 litro/hora. Já o maior será de 2.7 litros/hora (ambos em regime máximo de funcionamento, que normalmente não se usa).

No entanto, o consumo está diretamente ligado à carga que há em cima. “Em um cálculo não aprofundado, se você estiver com 50% de carga, o consumo também será de 50%. E assim por diante”.

Churrasqueira elétrica é a grande "vilã" do consumo. Se seu barco possuir uma, o gerador tem que ser compatível
Churrasqueira elétrica é a grande “vilã” do consumo. Se seu barco possuir uma, o gerador tem que ser compatível

 O combustível

No Brasil, os geradores disponíveis são modelos para serem abastecidos apenas com diesel, enquanto em outros países há modelos à gasolina. E o motivo é, ao mesmo tempo, simples e constrangedor: a qualidade da gasolina brasileira, que não é pura (atualmente o percentual de etanol na gasolina é de 27%).

Para suprir essa necessidade no caso de barcos à gasolina, deve-se instalar um tanque a diesel sobressalente, ao lado do gerador, para alimentá-lo. Como o consumo é baixo, a autonomia será grande.

Um tanque extra de diesel para alimentar o gerador é uma saída eficaz para barcos a gasolina
Um tanque extra de diesel para alimentar o gerador é uma saída eficaz para barcos a gasolina

Manutenção

Para um equipamento sofisticado e específico como o gerador, é fundamental ter a manutenção sempre em dia. Além de não dar dor de cabeça, também não é algo trabalhoso de se fazer.

“A manutenção deve seguir o plano que há no manual. Normalmente são trocas de óleo, regulagem de válvulas, limpeza de filtro de óleo etc. Também alertamos para uma verificação frequente (de acordo com o uso que o proprietário faz do barco), uma checagem se as abraçadeiras estão apertadas, se as conexões estão ajustadas, aplicar um silicone… Tudo para aumentar a vida útil”, disse o fabricante. E seguindo todos esses passos, o seu equipamento deve durar, pelo menos, três mil horas de uso.

Ter o gerador sempre em dia com revisões e manutenções é garantia de bom funcionamento dos equipamentos. Não corra riscos!
Ter o gerador sempre em dia com revisões e manutenções é garantia de bom funcionamento dos equipamentos. Não corra riscos!

Isolamento acústico

Os geradores vêm com isolamento acústico de barulho e vibração. No caso dos modelos Swell, eles foram desenvolvidos especialmente com um material específico com tripla camada. São quatro coxins internos (que isolam a parte do motor da caixa) e quatro coxins externos (que bloqueiam a vibração para não passar para o barco).

É importante realizar um isolamento acústico no porão onde o gerador será instalado. Isso vai melhorar desde o conforto para navegar e servirá também para o gerador.

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Principais erros ao instalar um gerador

– Não calcular a potência máxima consumida por todos os equipamentos;

– Não respeitar as normas, layout e posicionamento dos componentes na instalação;

– Não realizar um tratamento acústico no porão onde o gerador será instalado;

– Ligar todos os equipamentos elétricos que há no barco sem se preocupar com a capacidade máxima do gerador.

Catarinenses participam da 43ª Semana de Vela de Ilhabela

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Semana de Vela de Ilhabela

Dez embarcações, entre elas o Zeus Team (foto) do Iate Clube de Santa Catarina participam, a partir deste domingo, da maior semana náutica da América Latina – Foto: Gabriel Heusi

Maior competição de vela da América Latina, a 43ª Semana de Vela de Ilhabela reúne, a partir desse domingo (3), mais de 100 barcos do Brasil, Chile, Argentina e Uruguai. Entre as tripulações confirmadas estão dez catarinenses, que representarão o Iate Clube de Santa Catarina até o dia 9, data de encerramento da competição.

Mais de 80 velejadores catarinenses marcam presença nas equipes catarinenses, que serão representados por: Absoluto – Pedro Prosdócimo (ORC), Catuana Kim – Paulo Cocchi (ORC), Zeus Team – Inácio Vandresen (C30), Katana/Portobello – Cesar Gomes Neto (C30), Terroso – Carlos Augusto de Matos (IRC), Itajaí Sailing Team – Marcelo “Gusmão” Reitz (IRC), Zéphyrus – Sérgio Sevillano (RGS), Arretado – Paulo Cesar (HPE), Força 12 – Arno Juk (HPE) e  Bébé – Guilherme Bernardi (Bico de Proa).

Com grande tradição na vela oceânica, os representantes do Iate Clube de Santa Catarina competem pelo título em todas as categorias. Vale destacar as recentes conquistas do Catuana Kim e Zephyrus, ambos campões nacionais em suas respectivas categorias no início de 2016. Os títulos foram conquistados durante o Circuito Oceânico da Ilha de Santa Catarina, realizado em Jurerê, credenciando as tripulações a brigarem pelo título da Semana de Vela de Ilhabela.

Outro ponto que pesa a favor dos catarinenses nessa competição é o alto nível de competitividade encontrado pelas embarcações do Iate Clube de Santa Catarina. Ao longo do ano, as tripulações são testadas em todos os tipos de condições durante as dez etapas da Copa Veleiros de Oceano, promovida pelo próprio clube. Com eventos técnicos, as tripulações catarinenses cheguem ainda mais credenciadas a brigar por títulos em Ilhabela.

A 43ª Semana de Vela de Ilhabela abre sua programação com três regatas de percurso no domingo (3). Um Grand Prix para barcos de 30 pés, entre segunda e terça-feira (4 a 5), Brasileiro de C30 e o Brasileiro de IRC, que serão disputados paralelamente ao evento principal, também fazem parte da programação do evento.

Confira lista dos catarinenses:

Absoluto – Pedro Prosdócimo (ORC)

Catuana Kim – Paulo Cocchi (ORC)

Zeus Team – Inácio Vandresen (C30)

Katana/Portobello – Cesar Gomes Neto (C30)

Terroso – Carlos Augusto de Matos (IRC)

Itajaí Sailing Team – Marcelo “Gusmão” Reitz (IRC)

Zéphyrus – Sérgio Sevillano (RGS)

Arretado – Paulo Cesar (HPE)

Força 12 – Arno Juk (HPE)

Bébé – Guilherme Bernardi (Bico de Proa)

Acatmar estende sua atuação a Brasília

Acatmar

Dentro do propósito de fomentar as atividades náuticas não somente no mar, mas também em rios, lagos e represas, representantes da Associação Náutica (Acatmar) esteve em Brasília esta semana, onde estabeleceu diversos contatos para desenvolver o setor, diretamente ligado na região ao lago Paranoá.

A agenda contou com palestra de Leandro ‘Mané’ Ferrari, presidente da entidade, à diretoria do Iate Clube local sobre o projeto Marina Legal, que tem histórico de regularização de diversas estruturas náuticas.

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Além disso, a entidade participou no Ministério do Turismo, do júri nacional do programa Bandeira Azul, analisando as  praias e marinas cadastradas que receberão a certificação neste ano.

Dentre os analisados esta o Iate Clube Veleiros da Ilha, que poderá ser o primeiro Clube/Marina do sul do país a adquirir o reconhecimento.

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“Também estamos estudando a criação de um grupo de trabalho no Distrito Federal para auxiliar na legalização de marinas e outras ferramentas para a atividade náutica.

Os problemas são muito parecidos com o que temos no sul do país”, afirma Ferrari, avaliando também a criação de uma regional da Acatmar em Brasília. “A entidade está com uma capilaridade cada vez maior no país em busca do desenvolvimento do setor”, finaliza.

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FF One, adrenalina nas alturas

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FF One

A empresa FF Marine criou uma nova opção de diversão aquática. Trata-se do FF One, conceito de Jet Pack onde o comando e controle são realizados nos pés 

O acessório utiliza a turbina da moto-aquática como propulsão para levar o usuário a até nove metros de altura. Nele é possível fazer manobras dentro de um raio de 15 metros da moto-aquática, seja através de voos ou mergulhos. A direção e controle do acessório acontecem nos pés, como em uma prancha de wakeboard.

No momento da aquisição, a FF Marine oferece instrução completa de como instalar e usar o equipamento (o que não é difícil) e já é possível praticar. A empresa também criou engates rápidos na mangueira e na moto-aquática, tornando a prática mais simples e radical.

COMO FUNCIONA O FF-ONE

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O acessório funciona com a aceleração da moto-aquática, sendo possível conectá-lo a modelos da Sea-Doo, Yamaha e Kawasaki. É recomendado uma potência de, pelo menos, 130 hp.

– Um adaptador de fluxo é colocado na saída da turbina

– Os 15m de mangueira são presos na frente do jet ski

– Durante o vôo, que pode chegar a 10m, seu jet ski e a pessoa nele apenas seguirão seus movimentos.

O kit

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O conjunto é composto por:

1 – Mangueira ARMOR: Importada dos Estados Unidos, duplamente reforçada para mais segurança e durabilidade.

2 – Abraçadeiras em inox: Fixação das extremidades da mangueira.

3 – FF-One: Jetpack em alumínio naval e alta performance (já montado para uso).

4 – Botas de fixação dos pés.

5 – Adaptador de fluxo: Ligado à turbina da moto-aquática, garante que a água seja encaminhada em alta pressão direto para a mangueira.

6 – Kit completo de adaptação: Acompanha flange universal e parafusos para fixação do item (5) à turbina da moto-aquática.

Estaleiro finlandês completa refit de iate clássico de 24 metros

Iate clássico de 24 metros

A Baltic Yachts completou o refit de 20 meses no clássico superiate de 24,7 metros Sunny Day em colaboração com a Design Unlimited.

Este é o segundo refit em barcos que não são do estaleiro que o fabricante finlandês produziu depois do Nariida, e o fruto dos seus esforços foram capturados em vídeo.

O trabalho começou em outubro de 2014, quando a equipe de refit da Baltic Yachts recebeu a incumbência de aumentar o Sunny Day de 22.5 para 24.7 metros e também sua velocidade máxima de 24 para 30 nós.

Sistemas internos completamente novos foram instalados, juntamente com os dois motores MTU a diesel, estabilizadores giroscópicos e foram feitas melhorias na garagem de popa. Outras alterações incluem a total remodelação do layout interior.

Como mostra o vídeo acima, uma porta deslizante de vidro liga o cockpit à área do bar, que fica logo atrás do posto de comando inferior e uma área de convívio a boreste.

A acomodação é para 7 pessoas e 3 tripulantes divididos em uma suíte máster, uma cabine pullman (cama embutida na parede) e uma incomum cabine de hóspedes para 4 pessoas. Os espaços exteriores de relaxamento a bordo do Sunny Day incluem um grande flybridge coberto e uma área de estar na proa.

Construído em 1989 por CNSM como parte da Alalunga 21 Series, o Sunny Day apresenta o clássico casco em mogno do estaleiro italiano e arquitetura naval pela CN Spertini. Sua boca de 5,67 metros cria um volume interior total de 80 toneladas.

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O nascimento de uma obra de arte: nova Rivamare

Nova Rivamare

A família de clássicos italiano ganhou mais um integrante, a Rivamare. A nova obra de arte criada pelo estaleiro Riva é um ícone de design que reescreve o livro de regras da elegância atemporal.

Este magnífico barco atinge 40 nós de velocidade máxima empurrada por uma parelha de Volvo Penta D6 400. Ela tem um alcance de 250 MN em velocidade de cruzeiro a 31 nós. Acomada muito bem seu proprietário em uma ampla cabine com banheiro no deck inferior. Uma de suas características mais notável é a plataforma de popa retrátil e o design elegante e moderno.

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MISTRAL com 350 pés, construído pela Lürssen, realiza testes de mar

MISTRAL com 350 pés

O estaleiro alemão Lürssen está realizando os testes de mar no mais novo lançamento do grupo. Com 350 pés e design assinado pelo renomado Espen Oeino, o barco irá realizar os primeiros teste próximo ao estaleiro, em Rendsburg. O proprietário não foi revelado como de costume, mas sabe-se que ele é do Oriente Médio.

A piscina com borda infinita e parede de vidro na popa é um dos destaques que já podem ser observados na primeira imagem. Outro ponto que chama a atenção é a hidromassagem no deck superior. Um barco dessa proporção não estaria completo sem um heliponto, que foi instalado na proa.

As linhas do barco rementem ao iconíco Kismet, outro sucesso construído pelo estaleiro. Os grandes domes (antenas com forma de bola) pintados de cinza dão ao megaiate um característica muito peculiar.

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Matsuda, presidente da IFWA destaca volta do Brasil ao circuito mundial

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Mark Matsuda, presidente da International FreeRide WaterCraft Association – IFWA, responsável pelo Circuito, lembrou que o Jet Waves é uma das competições mais tradicionais da modalidade.

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O retorno do Jet Waves World Championship (campeonato com manobras de jet ski nas ondas), ao Circuito Mundial foi destacado por Mark Matsuda, presidente da International FreeRide WaterCraft Association – IFWA, responsável pelo tour mundial, que esse ano conta com sede em seis países. As disputas da 15ª edição e valendo pela quarta etapa do Circuito Mundial acontecerá de 15 a 17 de julho, na praia Stella Maris, em Salvador, na Bahia.

O Jet Waves é o evento original para a IFWA e o Brasil foi sede das finais do Circuito Mundial por sete anos. Nas últimas três temporadas o país esteve fora e foi difícil para todos. O evento é um dos mais antigos eventos de Freeride do mundo, perdendo apenas para o Jet Jump, por dois anos de diferença. Grandes ondas, pessoas amigáveis e a riqueza em cultura, faz do Brasil uma das localidades favoritas. Estamos muito satisfeitos por ter assegurado com êxito uma das etapas do nosso tour. É um novo local para nós e muitos de nossos competidores, além de se a casa de um de nossos melhores riders se torna também emocionante”, ressaltou Matsuda.

O dirigente lembrou que a disputa era realizada, em Santa Catarina e o país tem uma história dentro do Circuito Mundial e, por isso é uma etapa importante. Salvador, que será a sede desta 15ª edição, é a cidade natal de Bruno Jacob, que iniciou competindo no freestyle (estilo livre) e há nove anos disputa a competição da IFWA. “Nos últimos quatro anos o Bruno evoluiu muito e é um piloto querido por todos. Como ‘embaixador da Bahia’ tem incentivado muitas pessoas a visitar Salvador”, acrescentou.

Em relação ao nível técnico do Circuito Mundial após três etapas realizadas, Matsuda explicou que cada local tem suas peculiaridades, a praia, as ondas são diferentes e, claro, o tempo são fatores importantes. Nós temos reuniões após cada evento, oportunidade que discutimos os pontos fortes e fracos, bem como o nível de concorrência. Era evidente que em Portugal seria um ano difícil para os competidores. A França é sempre difícil porque há muitos bons pilotos vindos de toda Europa. Na Inglaterra, muitos pilotos nos surpreenderam com suas habilidades. Houve grandes surpresas na condição de mar, com as melhores ondas da temporada até agora.

Na opinião de Mark Matsuda o 15º Jet Waves World Championship será fundamental para os pilotos que estão participando do Circuito Mundial. Lembrou que a organização foi obrigada a cancelar pontos da terceira etapa, na Inglaterra, devido às más condições de mar, pois desta forma os melhores pilotos não perderiam quaisquer posição que conduzem a Salvador. Entretanto, não conseguiram superar o atual líder, o norte-americano Mark Gomez. O dirigente entende que os pilotos que estão na briga pelo título precisam somar pontos na capital baiana.

O presidente da IFWA prevê boas possibilidades para o brasileiro Bruno Jacob neste 15º Jet Waves World Championship. “O Bruno tem treinado bastante durante o ofsf-season e isso tem sido muito positivo, como ficou demonstrado nas etapas do tour Europeu. Caso não ocorram imprevistos, ele tem boas chances de vencer em sua cidade natal. Está familiarizado com o mar, tem o equipamento pessoal e até agora obteve bons resultados, demonstrando força, confiança e precisão. Na Inglaterra, executou excepcionalmente bem na final da Beattle of the Pilots, perdendo para o campeão dos últimos anos por uma margem pequena. Não vai ser fácil, pois no Freeride tudo pode acontece”, analisou.

O 15º Jet Waves World Championship tem a organização da FER (Federação de Esportes Radicais), com supervisão da IFWA (International FreeRide WaterCraft Association). Os apoios são da Ventura Marine – Água de Coco Obrigado – Wamiltons Customs – Grand Hotel Stella Maris – AMF Racing – Pro Rider – Hydro Turf – DASA – Tigercraft – Prefeitura Municipal de Salvador – Racu Photo – ProNautica – Jacob Adventure.

Mais informações nos sites: www.jetwaves.com.br  

Percurso da Volvo Ocean Race 2017-18 é renovado, mas o Brasil segue na parada

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Volvo Ocean Race 2017

Dura, intensa, e com quase três vezes mais milhas de navegação pelo Oceano Antártico em relação à edição anterior. A Volvo Ocean Race 2017-18 será a mais longa da história do evento de Volta ao Mundo com aproximadamente 45.000 milhas náuticas, cruzando quatro oceanos, cinco continentes visitados e 11 grandes cidades como parada – incluindo novamente Itajaí, em Santa Catarina. A regata de 43 anos de história é uma verdadeira maratona no oceano, na qual disputam os melhores velejadores do planeta.

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A regata começa na espanhola Alicante no final de 2017 e, logo de cara, as equipes terão um sprint de 700 milhas náuticas para Lisboa. A partir da capital portuguesa, a flotilha mergulha no Atlântico para o sul, mais precisamente para a Cidade do Cabo, na África do Sul.

Do continente africano, os barcos enfrentarão semanas de tensão numa das pernas mais longas da história, passando pelo Oceano Antártico e subindo para o norte em direção a Hong Kong SAR, China. Depois, a flotilha faz uma transição sem pontuação para Guangzhou, na China, onde uma regata in-port e um conjunto completo de atividades serão realizados na stopover chinesa.Os barcos voltam para Hong Kong e partem, agora sim valendo para o campeonato, no sentido de Auckland, na Nova Zelândia.

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Da Oceania é a vez de encarar novamente os mares do sul e enfrentar um dos marcos da navegação – o Cabo Horn. Depois desse longo caminho, a parada será o Brasil, pela terceira vez consecutiva a cidade brasileira de Itajaí recebe a Volvo Ocean Race.

A partir daí, como na última edição, os barcos voltam para o hemisfério norte em direção à costa leste dos EUA, em Newport, Rhode Island. Depois é a reta final sentido Europa pelo Atlântico Norte. Os britânicos de Cardiff recebem a Volta ao Mundo depois de 12 anos à capital do País de Gales. Na sequência entra uma curta, mas potencialmente brutal perna para a penúltima parada: Gotemburgo, na Suécia. A edição 2017-18  acaba com um grand finale em Haia, na Holanda.

A distância total do percurso é maior em comparação às edições anteriores do evento, que nasceu como o Whitbread Round the World Race, em 1973. Apesar de estabelecer o recorde de 45 mil milhas náuticas – 83 mi quilômetros – de percurso, a competição terá um mês a menos. “Mais ação, mais velocidade, mais milhas difíceis para percorrer e mais locais de parada, mas será uma regata mais curta – é uma evolução na direção certa e um movimento que leva a regata mais perto de suas raízes. Ao mesmo tempo, melhoramos a seu forte valor comercial e excelente case de negócio para os patrocinadores”, disse Mark Turner, que assumiu como CEO da Volvo Ocean Race no início deste mês.

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Só pelos mares do sul serão quase 12.500 milhas náuticas de regata. As ondas gigantes, ventos fortes de 70 nós – 130 km/h, as águas frias, o gelo ao redor da Antártida e nada de terra por perto são alguns dos desafios. Na edição anterior, as equipes navegaram cerca de 4.500 milhas náuticas pelo Oceano Antártico.

“Em 2017-18, vamos visitar algumas das cidades de vela mais famosas do mundo como a Cidade do Cabo, Auckland e Newport, Rhode Island, além de novas paradas”, disse Mark Turner. “Paramos em Hong Kong, uma cidade incrível, que irá funcionar como um ponto de encontro para os fãs do sudeste asiático e convidados VIP. Em seguida, seguimos para Guangzhou, na China – sendo a primeira vez que a regata vai visitar uma das quatro cidades do país com o padrão Tier 1”.

”E, finalmente, Cardiff, voltando para o Reino Unido pela primeira vez desde 2005-06. A Grã-Bretanha é o berço da Whitbread Round the World Race, que teve a sua primeira partida de Portsmouth em 1973 e mais tarde se tornou a Volvo Ocean Race em 1998.”

Olhando para o futuro, Mark Turner acrescentou: “Também é ótimo registrar a quarta vez consecutiva que a regata começa em Alicante. Além de voltar para cidades familiares, onde estamos construindo um legado para a regata como Lisboa, Itajaí, Gotemburgo e Haia.

Richard Mason, diretor de operações da Volvo Ocean Race, comentou: “Na última edição recebemos mais de 2,4 milhões de visitantes e mais de 70 mil clientes corporativos nas nossas cidades-sede. Estamos determinados a oferecer uma experiência ainda mais emocionante em 2017-18 para  fãs, clientes e parceiros. Estou muito tentado em voltar a velejar, mas mas o meu novo CEO me proibiu”.

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O Oceano Antártico tem desempenhado um grande papel na história da regata. Nos primeiros anos da Whitbread, a flotilha foi a fundo nos mares do sul, enfrentando os icebergs e ventos ferozes dos Roaring Forties e Fifties Furious. Em edições mais recentes, os barcos já correram para o norte através do Oceano Índico para o Oriente Médio – e só voltaram para o sul e seu clima mais extremo para a perna mais curta em frente ao Cabo Horn. “É claro que a segurança continua a ser fundamental”, disse Phil Lawrence, diretor de regata. “Com sistemas de rastreamento e comunicação via satélite, juntamente com o acesso a informações de rota em profundidade, podemos ficar um passo à frente das condições e limitar a exposição dos atletas. No entanto, sempre haverá perigo. Os velejadores sabem que colocam suas vidas em risco quando aceitam o desafio de enfrentar o chamado ‘Everest´da vela profissional. Isso é o que a Volvo Ocean Race proporciona. Encarar as condições mais difíceis que a Mãe Natureza lhe oferece e conseguir superá-las”.

Campeão Zeus vem do Sul e reforça classe C30 em Ilhabela

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Classe C30 em Ilhabela

A experiente tripulação do Zeus elevará o nível da equilibrada classe C30 na 43ª Semana de Vela de Ilhabela a partir do próximo domingo (3/7). O barco catarinense de casco azul-marinho foi o campeão da classe em 2014 e terceiro colocado na última edição, candidatando-se naturalmente como um dos favoritos ao evento do Yacht Club de Ilhabela nesta temporada, válido também pelo Campeonato Brasileiro de C30, entre 3 e 8/7.

Enquanto os barcos de São Paulo têm aproveitado o Circuito Ilhabela de Oceano no aprimoramento técnico de seus velejadores, o Zeus tem disputado regatas com frequência em Florianópolis. “Treinamos muito nos últimos finais de semana competindo em Jurerê”, afirma Felipe Linhares, o Fipa, tático e timoneiro do Zeus. “Ao mesmo tempo em que respeitamos as demais tripulações, estamos cientes da nossa capacidade, principalmente após os resultados obtidos em 2014 e 2015”.

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A classificação do Circuito Ilhabela após duas das quatro etapas de 2016 comprova o equilíbrio na C30. Apenas um ponto separa os três primeiros colocados: o líder Caballo Loco soma 20 pontos perdidos, assim como o vice, +Realizado, contra 21 do Caiçara. “A classe está realmente evoluindo em relação às tripulações. Os barcos são os mesmos, mas aumentou a capacidade técnica dos velejadores. As regatas neste ano estarão ainda mais disputadas”, prevê Fipa.

O velejador catarinense espera viver também, uma semana repleta de confraternização fora da água. “A Semana de Vela de Ilhabela é a competição ideal para velejarmos e revermos os amigos. É um período muito gratificante para todos nós”, considera Fipa, que há mais de dez anos participa do evento praticamente com a mesma tripulação. O atual Zeus, da classe C30, correrá pelo terceiro ano.

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Outro barco de Florianópolis, Katana, disputará o Campeonato Brasileiro de C30 e a Semana de Vela de Ilhabela com uma equipe mesclada por norte-americanos e catarinenses. O comandante César Gomes Neto, recém-chegado de Miami, onde residiu nos últimos nove anos, veio ao Brasil em meados de 2015 e disputou a Semana de Ilhabela como tático do Zeus, do Iate Clube de Santa Catarina, chegando em terceiro lugar na C30.

Entre mais de 100 inscritos, a flotilha da C30 estará composta por oito embarcações, número expressivo para uma classe one-design: Caballo Loco (Mauro Dottori), Caiçara (Marcos de Oliveira César), Loyal (Marcelo Massa), Kaikias (Felipe Echenique), Barracuda (Humberto Diniz) e +Realizado (José Luiz Apud), todos de São Paulo, além dos dois barcos de Florianópolis: Zeus (Inácio Vandersen) e Katana (Cesar Gomes). O Loyal defende os títulos, Brasileiro e da Semana de Vela, ambos conquistados em 2015.

Fotos: Carlo Borlenghi / RISW – Edu Grigaitis / Balaio – Gabriel Heusi / SVI