Os flaps fazem parte da lista de equipamento padrão de muitas lanchas, mesmo daquelas que têm o casco navegador.
Quando bem equilibrada, qualquer lancha navega melhor e com mais estabilidade, além de enfrentar melhor as ondulações com menos batidas no casco. Outro benefício de manter o equilíbrio é que as lanchas planam mais rápido, economizando combustível.
Os flaps (pequenas asas de metal ou fibra de vidro), instalados aos pares , uma em cada bordo no espelho da popa, atuam como um espécie de extensão – móvel ou fixa- do casco. Embora sejam instalados aos pares, os flaps atuam de forma independente e servem para equilibrar o barco.
Se baixar um deles, a popa se ergue naquele mesmo lado, enquanto o saco inclina no bordo oposto – o que é útil em situações que o casco tende a adernar.
Os flaps móveis têm a vantagem de subir e descer, controlados por botões no painel, e podem não só corrigir o trim como alterar a inclinação lateral, ou o adernamento do casco.
Na prática, acionando os flaps para baixo a proa desce junto, tornando a navegação nas ondulações mais confortáveis o planeio mais rápido.
Quatro etapas ao longo de 2014, 27 regatas, muita disputa no mar, várias confraternizações no Yacht Club de Ilhabela. Este é o resumo da Copa Suzuki Jimny/Circuito Ilhabela, encerrada neste final de semana, com dois dias perfeitos de sol e ventos médios no Canal de São Sebastião e na Ponta das Canas, no norte de Ilhabela. A 14a. edição do principal circuito de vela oceânica do País teve média de 42 barcos em quatro classes (C30, IRC, HPE e RGS).
A classe C30 apresentou uma disputa acirrada entre o CA Technologies, de Marcelo Massa, e Caballo Loco, de Mauro Dottori. No final, a equipe de Massa venceu por um ponto, 28 a 29. A IRC também ficou entre duas tripulações e terminou com a mesma diferença: Rudá, de Mario Martinez, ganhou do Orson, de Carlos Eduardo Souza e Silva, por 6 a 7.
A HPE confirmou o favoritismo do Ginga, de Breno Chvaicer, imbatível nas águas do Litoral Norte neste ano – conquistou também a Ilhabela Sailing Week. Fechou a temporada com 25 pontos contra 52 do Fit to Fly, de Eduardo Mangabeira.
O título da RGS A ficou com o Montecristo, de Julio Cechetto, que acumulou 23 pontos, um a menos do que o BL3 Urca, de Pedro Rodrigues. Na RGS B a supremacia foi do Asbar II/Sérgio Klepacz, (14 pontos) sobre o Helios/Marcos Gama Lobo (25 pontos). O Zeppa, de Diego Zaragoza, foi o campeão da divisão C com 10 pontos, seguido do Sextante, de Thomaz Shaw, com 14. Na Cruiser, o BL3 Wind Nautica somou 14 pontos e superou o Jambock, de Marco Aleixo, com 18.
Quarta etapa
A quarta etapa foi encerrada domingo (7), com duas regatas para C30 e HPE e uma regata para as demais classes. Mais um belo dia para velejar, com ventos no quadrante leste, entre 12 e 15 nós, com raia montada na Ponta das Canas.
A somatória de resultados da Volta à Ilha, disputada no dia 29 de novembro, e as provas realizadas no sábado (6) e neste domingo (7) definiram os campeões da última etapa da Copa Suzuki.
O Caballo Loco ganhou na C30, o Ginga confirmou na HPE, o Orson venceu na IRC, o Montecristo, que marcou o menor tempo da Volta à Ilha em 14 anos, ficou com o título da RGS A, o Helios faturou a RGS B, o Sextante a RGS C e o Anequim, de Paulo Moura, foi o melhor na RGS Cruiser.
Desenhado por Tim Heywood, o superiate de 85 metros Cakewalk foi construído em aço e alumínio pelo estaleiro americano Derecktor e entregue em 2010. Ele quebrou o recorde me maior iate fabricado no país desde 1930.
Convenientemente, todas as sete cabines estão localizadas no deck principal. Quatro delas possuem cama king size, duas com cama de casal e uma com duas camas de solteiro. E todas possuem suíte.
São inúmeras opções de entretimento nos quatro decks externos. O sundeck traz cadeiras para descanso, loungers e mesas de carteado, seguidas de bar e um grande spa.
Dois motores MTU de 3.306 hp dão um alcance de 5 mil milhas náuticas (marca capaz de realizar uma travessia tranquila pelo Atlântico, de Nova Iorque a Londres) com uma velocidade de cruzeiro de 15 nós.
O Cakewalk foi vendido por nada menos que € 119,000,000. Uma bagatela, não?!?
Pela primeira vez, a Sunseeker divulgou uma imagem oficial do mais novo barco do estaleiro, o Predator 57. O primeiro casco está pronto e a marca reuniu todo o pessoal à frente do modelo para registrar o momento.
Pronto para iniciar os testes de mar, o Predator 57 é o menor da linha e apresenta diversos itens premium, incluindo muitas janelas para melhor visibilidade interna e o hard top.
O barco poderá acomodar até seis pessoas, com três cabines, sendo a máster ocupando toda a largura, designada para os donos. A velocidade máxima estimada é de 35 nós com autonomia máxima de 250MN.
O lançamento acontecerá no Boat Show de Londres, entre os dias 9 e 18 de janeiro.
*Crédito da foto: Facebook / Sunseeker International
A temporada náutica está quase acabando, mas resta um evento antes do Natal: o Salon Nautique Paris Boat Show. Cerca de 240 mil pessoas são esperadas para visitarem a feira. Que recebe mais de 700 expositores e 1.200 embarcações. As portas foram abertas hoje e vai até o dia 14. Se você está na cidade luz (ou vai visitá-la por esses dias), conhecero evento é uma boa dica de passeio.
Entre os destaques do salão, direto da vizinha Grã Bretanha está o estaleiro Broom, que trouxe o novo Broom 430 (foto acima). Eles estão acompanhados pelos concessionários britânicos Dickies, que representam a Beneteau e Monte Carlo Yachts, enquanto a Ancasta tem modelos da Lagoon, Prestige and Beneteau.
Expositores da Polônia, o estaleiro Galeon tem no salão quatro modelos, incluindo o lançamento mundial da 305HTS.
A Beneteau celebra 50 anos de sua fundação com a oportunidade de pilotar três modelos Flyer por 30 milhas pelo rio Sena, parindo do Port Javel. Após retornarem, poderão conhecer mais 15 modelos de barcos, incluindo o GT 49 Fly e o Monte Carlo 5 (foto acima). A Jeanneau também traz um grande leque de opções, com 31 modelos no total que vão desde o Cap Camarat CC de 4.7m a Prestige 500.
Uma nova atração para esse ano é uma espécie de píer indoor, montada dentro do pavilhão, que simula uma marina (imagem abaixo).
A próxima edição da tradicional competição America’s Cup será realizada na Bermuda, em junho de 2017. O anúncio oficial foi feito em uma coletiva de imprensa em Nova Iorque nessa semana por Harvey Schiller, representante da prova.
Michael Dunkley, Premier de Bermuda, chamou a atenção para uma série de razões para receber o evento. “Temos muitos pontos fortes, incluindo as nossas condições quase perfeitas para a vela, o clima temperado durante todo o ano, a localização ideal e fuso horário para os visitantes e os telespectadores”, disse.
Até o momento, seis equipes confirmaram presença na competição: Oracle Defender (Estados Unidos), Emirates Team (Nova Zelândia), Artemis Racing (Suécia), Ben Ainslie Racing (Grã Bretanha), Luna Rossa Challenge (Itália) e o Team France.
Depois de sete finais de semana com regatas equilibradas e muita disputa, chega ao final a 14a, edição da Copa Suzuki Jimny / Circuito Ilhabela de Vela Oceânica. O sábado (6) será muito movimentado na Capital Nacional da Vela. Assim que retornarem da raia, as tripulações terão à disposição a tradicional canoa de cerveja, na varanda do YCI, com direito a degustação da cerveja artesanal. Em meio à confraternização, no Espaço Suzuki, será feita a entrega do Troféu Dia do Marinheiro aos velejadores do Montecristo, Fita Azul (primeiro no tempo real) da Regata Volta à Ilha – Sir Peter Blake no último sábado (29/11), pela Capitania dos Portos de São Sebastião. Serão premiados também os vencedores de cada classe.
Haverá ainda sorteio da Wind Charter, de Paraty, para dois dias de velejada em um Sun Odyssey 439 para uma tripulação. Em seguida, os velejadores acompanharão a palestra ‘Mussulo III – Regatas e Travessias Oceânicas’, apresentada pelo comandante José Guilherme. O sábado será encerrado em alto estilo, com a festa que celebra a temporada.
Responsável por movimentar os circuitos nacionais de vela oceânica, pela quantidade de barcos na raia, a classe HPE 25 tem sempre um favorito: o Ginga. Foi assim na conquista da Ilhabela Sailing Week de 2014 e está sendo na Copa Suzuki Jimny. O Ginga e sua tripulação, ambos ‘nativos da ilha’, possuem afinidade que os coloca à frente dos demais concorrentes.
O veleiro lidera o campeonato com ampla vantagem, pois venceu a maioria das regatas e soma 16 pontos perdidos, contra 37 do Fit to Fly e 43 do Suzuki Bond Girl, terceiro colocado.
Disputa até a última regata – Ao contrário da HPE, as demais classes terão muita disputa neste final de semana. A classe C30 é liderada pelo CA Technologies, veleiro mais regular da temporada, mas as chances estão abertas para o Caballo Loco, com o Caiçara Porsche sustentando possibilidade apenas matemática.
Na ORC, com a vitória na Regata Volta à Ilha, o Orson, entrou na briga direta pelo título de 2014 com o Lexus/Chroma. Se repetir a performance neste final de semana ganhará a classe. Na IRC, o veleiro está sem segundo atrás do Rudá.
A classe RGS, sempre especial porque costuma reunir a maioria dos barcos inscritos, promete emoção nas últimas regatas do ano. Após as vitórias do Suduca (Geral) e do Boccalupo (Cruiser) na Regata Volta à Ilha, as divisões da classe estão mais equilibradas. A RGS tem como líderes, BL3 Urca (A), Asbar II (B), Zeppa (C) e BL3 Wind (Cruiser).
A segunda etapa da Volvo Ocean Race 2014-15 está a todo o vapor. As equipes partiram da Cidade do Cabo, África do Sul, com destino a Abu Dhabi.
Mas, apesar da acirrada disputa, no último final de semana aconteceu o primeiro drama. O barco da equipe dinamarquesa Team Vestas Wind encalhou em um recife em Cargados Carajos Shoals, na região das Ilhas Maurício, no Oceano Índico. Felizmente, não houve feridos, mas a tripulação foi obrigada a abandonar a embarcação. Para qualquer velejador, a situação descrita é o pior de todas. “Foi a decisão mais difícil da minha vida”, disse o comandante Chris Nicholson.
Toda a tripulação passou o dia recuperando o máximo de coisas, como óleo diesel, peças hidráulicas e outros equipamentos.
Como uma bela prova de solidariedade, o Team Alvimedica desviou o seu curso durante a regata para ajudar o Team Vestas Wind e voltou à prova em seguida. O barco turco/norte-americano verificou se tudo estava bem com o time dinamarquês e voltou para seu caminho até os Emirados Árabes Unidos.
O Team Vestas Wind foi a última das sete equipes que confirmou participação na Volvo Ocean Race 2014-15. O barco estava em quinto lugar na segunda perna da Volvo Ocean Race quando o incidente ocorreu.
“A segurança e o bem-estar da tripulação são as nossas únicas preocupações no momento”, explicou o CEO do Team Vestas Wind, Morten Albaek. “Estamos profundamente gratos à Volvo Ocean Race e ao Team Alvimedica pela ajuda e profissionalismo que demonstraram durante o resgate. Agora temos que determinar o prejuízo ao barco”.
Confira o vídeo do momento do acidente gravado pela câmera on bord do veleiro:
*Crédito das fotos: Brian Carlin/Team Vestas Wind/Volvo Ocean Race
O mais recente conceito do designer britânico Andrew Trujillo é um catamarã de 35 metros. Nomeado de Solstice, o barco foi projetado para ser construído em alumínio, mas também há a possibilidade de ser montado em GRP.
Uma das principais características do projeto é o espaço disponível no deck principal, que tem potencial para se tornar um loft residencial com grande área aberta. Apenas esta área possui 250 m2 e, entre as instalações propostas, incluem espreguiçadeiras e lugar para refeições ao ar livre.
Solstice ainda abriga sala de estar grande, sala intimista para descanso e biblioteca. A sala de jantar foi planejada para ter um piano de cauda ou uma mesa bilhar. O catamarã ostenta mastro duplo, que não são tão grandes como nas embarcações de apenas um. “Ter mastros menores confere uma série de vantagens em termos de manuseamento e de um ponto de vista estrutural”, aponta o designer Trujillo.
A filial do Grupo italiano Azimut-Benetti estruturou um sistema de apoio e monitoramento direto da fábrica em marinas estratégicas. Os escritórios, conhecidos como “Service Desk”, estão localizados em Angra dos Reis (RJ), Guarujá (SP) e Balneário Camboriú (SC). Outro ponto está sendo instalado em Bracuhí, também em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, para atender melhor os clientes da região que concentra um grande número de barcos Azimut.
O italiano Giuseppe Donadio, que até o ano passado era o responsável por dirigir o setor de pós-vendas de todo o Grupo Azimut-Benetti, agora está à frente do setor da filial brasileira e cuida diretamente da rede de serviços.
“Para dirigir essa nova fase de pós-vendas trouxemos da Itália um dos mais renomados profissionais do mercado náutico para cuidar de todos os processos de pós-vendas e atender as necessidades dos armadores e tripulação através do atendimento, suporte técnico e reposição de peças”, conta o CEO da Azimut no Brasil Davide Breviglieri.
“É importante que haja um canal de comunicação direto entre o cliente e a fábrica, e ele se faz presente através do serviço de pós-vendas eficiente. Este é um grande diferencial capaz de fidelizar clientes e reforçar a marca Azimut-Benetti no mercado devido à qualidade do atendimento desde o momento em que se pensa em adquirir um iate e, principalmente, durante e após o período de garantia”, destaca o diretor de pós-vendas da Azimut no Brasil Giuseppe Donadio.
Ações voltadas ao pós-vendas incluem o “Team 360” (composto por um time de profissionais com especialização em diversas áreas técnicas e conhecimento de todas as etapas da produção da embarcação e das técnicas de reparo) e estoque de reposição para procedimentos emergenciais.